Tribuna do Leitor

CULTURA BAURUENSE AMARRADA


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Paulo Neves, teatrólogo bauruense, declarou ao JC (edição de 26.01.11) que “falta projeto cultural, melhorar as instalações que realmente são precárias; não tem recursos lá dentro”, referindo-se ao Teatro Municipal de Bauru. O fato agravante foi o desmaio de uma atriz durante a encenação de uma peça, sufocada pelo calor intenso reinante no palco. É que o equipamento de ar condicionado do teatro foi danificado por ocasião da enchente ocorrida no mês de novembro passado. A burocracia não permitiu a reparação da aparelhagem com a devida urgência. O que fazer? É o andamento dos serviços públicos, diga-se morosamente. É licitação para tudo. Em todo procedimento interno há que se ouvir a P.J. que, em muitas vezes, leva meses para se pronunciar. Repito, sem fazer uso de pleonasmo, o que fazer então? Qual seria a solução definitiva para que os problemas fossem rapidamente resolvidos? Tenho uma sugestão: transformar a Secretaria Municipal de Cultura em um órgão livre, em uma empresa ou departamento ou uma fundação. Esta funcionaria sem entraves burocráticos. É só ver como funcionam a Fundação Cultural e Artística de Londrina ou a Fundação Cultural de Petrópolis. Vamos, minha gente, deixar de tapar o sol com peneira! Vamos resolver o problema pela base. Vamos acompanhar o progresso. Não pela televisão, mas pessoalmente, fazendo acontecer. (José Perea Martins, ex-membro do Conselho Municipal de Cultura, membro da Academia Bauruense de Letras)

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