Nessa semana que passou o que mais foi discutido em Bauru foi a questão da cultura. Como podemos esperar algo do poder público em relação à cultura se não podemos contar nem com educação e saúde? Uma cidade, ou melhor, um país, onde os professores trabalham com uma estrutura precária e onde a saúde está deteriorada. É constrangedor ir assistir um espetáculo teatral e se deparar com um verdadeiro “forno” e ver uma atriz passar mal por estar naquele “forno”. Mas o inferno maior é uma mãe ou um pai levar um filho passando mal pra um Pronto-Socorro, suando de febre, ou qualquer outra coisa e chegar lá e não ter estrutura nenhuma. Não ter um médico prontamente, não ser tratado dignamente, simplesmente ficar em um corredor aguardando a sua vez, que demora pra chegar. A cultura só existirá e será valorizada a partir do momento que a educação e a saúde estiverem de acordo com a sobrevivência e a plena satisfação das pessoas. Quando os votos de um prefeito para 2011 forem de saúde, educação e cultura para todos, aí sim estaremos no caminho certo. (Ana Paula Fari)
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