Mais três testemunhas de defesa dos policiais militares acusados de, em 2007, matar Carlos Rodrigues Júnior, com 15 anos, durante uma ação policial em sua casa, no Núcleo Mary Dota, foram ouvidas ontem pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Bauru, Benedito Antônio Okuno. Nova audiência deve ser agendada porque a maioria das testemunhas arroladas não foi localizada ou não compareceu à audiência de ontem, conta o promotor João Henrique Ferreira, que faz a acusação.
Ontem dois policiais militares falaram sobre a personalidade e o convívio com os seis policiais envolvidos no caso e ambos disseram que desconhecem fatos que os desabonem. Já a esposa de um dos acusados, de Emerson Ferreira, que também é policial militar e na hora do fato trabalhava no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), narrou como foi o atendimento da ocorrência.
Porém, de acordo com o promotor, não trouxe informações novas ao caso. "O que ela narrou foi o a conversa dos policiais do Copom com os que atenderam a ocorrência, que foi gravada e já está anexada ao processo", frisa. Além de Ferreira, são acusados de matar o adolescente Roger Marcel Vitiver Soares de Souza, Gerson Gonzaga da Silva, Ricardo Ottaviani, Maurício Augusto Delasta e Juliano Arcangelo Bonini.
Na madrugada de 15 de dezembro de 2007, eles foram à casa do adolescente, até então suspeito de ter participado de um assalto no Centro horas antes. Entraram na casa da família, onde estavam Júnior, a mãe e a irmã. O adolescente ficou trancado no quarto na companhia de policiais.
De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), o rapaz levou 15 choques elétricos, sendo um fatal. Os seis policiais foram presos em flagrante e, posteriormente, colocados em liberdade. Todos foram expulsos da PM. A motocicleta roubada foi encontrada no quintal do adolescente e a vítima do roubo reconheceu o adolescente como autor do crime.