Bairros

Bombeiros e Defesa Civil enviam doações ao Rio de Janeiro

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Mais um ato de solidariedade mostra que a cidade de Bauru é de fato o coração do Estado de São Paulo. Sensibilizados com a enchente que devastou a região serrana do Rio de Janeiro e resultou em cerca de 20 mil vítimas desalojadas e desabrigadas, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de Bauru firmaram uma corrente solidária e conseguiram arrecadar 2.751 peças de roupas, 1.882 litros de água, 432 pares de sapatos, 263 produtos de limpeza, 258 peças de roupas de cama, 217 itens de higiene, 135 cestas básicas, que totalizaram 2.700 quilos de alimentos e 6 colchonetes.

O caminhão-baú de uma empresa paulista com filial em Bauru saiu abarrotado de donativos rumo ao Rio de Janeiro por volta das 10h de ontem. Apesar da sensibilidade da população bauruense, o coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, alerta que as doações vão se encerrar até, no máximo, esta quarta-feira já que fica difícil o armazenamento dos produtos, principalmente os alimentos.

"As doações já foram suficientes. O povo foi muito solidário e donativos chegaram lá oriundos do Brasil inteiro. Existem outros lugares do País que precisam de ajuda ainda, como o pessoal do Sul. Além disso, a estocagem está difícil por lá de tanto donativo que chegou, incluindo até ração para animais", alertou.

Outro problema é a logística de transporte às áreas isoladas que, por enquanto, só conseguem ser acessadas com a ajuda de um helicóptero ou carros especiais fornecidos pela Marinha. "O helicóptero consegue carregar poucos donativos comparado a um caminhão. Então, muita coisa que não é transportada acaba estragando e, consequentemente, contribuindo para a infestação de ratos, por exemplo, e a proliferação da leptospirose", destacou.

Alimentos corretos


O coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, destaca que os alimentos mais indicados para serem doados são: arroz, feijão, macarrão, produtos de limpeza e de higiene em geral. "É importante que as pessoas não doem alimentos como bolacha, por exemplo, que atrai ratos que por sua vez transmitem leptospirose. A triagem desses alimentos fica muito difícil".

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