Tribuna do Leitor

Bicicletas em Reginópolis


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Na edição de 23/1/2011, este jornal apresentou interessante matéria sobre o uso de bicicletas em Reginópolis, abordando o tema de forma leve e agradável, mas nem por isso menos importante, e que trouxe algumas constatações positivas: o uso regular traz  bene-fícios para o bolso, mas maior ainda é o bene-fício para a saúde, para o meio ambiente e a conscientização dos mais novos para a importância de sua preservação. Ressalto a interação que há entre os proprietários de bicicletas e os usuários que as emprestam para ir ali na esquina, no mercado, no banco ou na casa de fulano; às vezes até as usam para ir até a oficina para saber se seu carro, caminhão ou trator já está pronto. Recentemente, a bicicleta da farmácia de meu pai " viajou " por alguns dias, acho que até um ou dois meses; um belo dia, o funcionário da farmácia avistou um garoto com uma bem parecida com ela, logo no outro lado da rua, na calçada do jardim; ao abordá -lo, este disse que havia comprado de um terceiro, sem saber que já tinha dono; não houve problemas na devolução, a não ser o suposto prejuízo que o comprador teve, pois a devolveu. Faço uma observação e uma correção: há alguns usuários mais antigos que mereceriam uma nota, casos do sr. Albertinho Barbeiro que, com sua magrela preta (penso que deve ser a mais antiga da cidade, me corrijam os mais aprofundados no assunto se estou errado ), é figura conhecida e querida na cidade; há outros tão famosos quanto, na ativa ou já não mais, como o Quim Gordo, o Quim D?Água (media o consumo individual de água da cidade inteira em cima de uma), o Izaías Preto (ia a Iacanga, Pirajuí, Ibitinga, Borborema, Bauru, tudo com sua bicicleta de amortecedor na frente), o ssr. José Luna, a bicicleta de entregar jornais do Zeferino, a do Tião do Zeca, o Bi Pipoqueiro, que era pai do Waldinei Ferreira, o mecânico citado na reportagem cujo apelido (esta é a correção) é "Lei", e não Nei, além de muitos moradores de sitios, chácaras e fazendas que, na falta de carros ou motos, como hoje, vinham fazer compras (e voltavam carregados! ). Hoje trabalhando e morando aqui em Bauru, fico com a feliz lembrança de uma Monark 68 Barra Circular azul que meu pai comprou na loja da Tilibra em Pirajuí e que troxemos dentro de um fusca (!!!!) para Reginópolis, onde já na primeira volta no quarteirão me enfiei num muro todo chapiscado que me deixou doloridas lembranças na perna; nem por isso perdi a coragem de andar nela.  Fica ainda a alegria de saber que, assim como o tema da reportagem, temos na cidade muitos outros bons e agradáveis motivos para apresentar a todos os que a visitam e que certamente se encantam com sua tranquilidade, hospitalidade e carinho. Vá e comprove. (Antônio Hilário Luizão Módolo)

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