Tribuna do Leitor

DOUTOR OMAR


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Em primeiro lugar, gostaria de dizer algo ao senhor Mário Sérgio Lucindo, que na Tribuna do leitor do dia 23 de janeiro de 2011, com o título "Respeito", ao citar o nome do doutor Omar, foi um tanto vago, apesar de dizer que o mesmo atende no posto de saúde da Vila Falcão. Deveria ter colocado nome inteiro, pois assim como existem muitos Joãos, Josés, devem existir também vários Omars, e abre precedente para uma dúvida: será que ele está falando do mesmo doutor Omar que eu conheço? Em segundo lugar, deixe eu lhe contar o grande segredo da humanidade, os médicos não são de ferro e, acredite, também adoecem e também tem seus problemas particulares. Vou deixar claro desde já que não sou defensora da classe médica e muito menos sou médica. Então, senhor Mário, só continue lendo esta carta se o referido doutor for Omar Haddad. Pois bem, graças a Deus gozo de boa saúde e nunca precisei de atendimento do doutor Omar, nem minha família. Então, como o senhor viu, não sou sua paciente. E também não o conheço no particular. Então não sou amiga, parente nem nada. Não acredito que o senhor estivesse falando dele e, se estava, acredite: o senhor cometeu uma grande injustiça. Sabe por quê? São pouquíssimos os médicos que vi que como ele tratam os pacientes com tanto carinho, que tem sempre uma palavra amiga, de apoio e de incentivo para dar. Que conversa com o acompanhante e, acredite se quiser, ouve o que ele tem a dizer. Que en-quanto sua esposa o esperava em um evento muito importante às 20h30 eram 22h30 e ele ainda estava pelos corredores do hospital atendendo seus pacientes. Que não tem pressa em atender seus pacientes. E que deixa transparecer o amor e o respeito pelo ser humano. Res-ponda-me uma coisa: o senhor ou algum familiar nunca faltou em uma consulta médica? E no dentista? E foi crucificado por isso? Se nunca aconteceu, parabéns e saiba que o senhor faz parte da minoria. Se ele deixou de atender, tenho certeza absoluta que teve motivos para isso. Eu também já passei por isso, acordar de madrugada, enfrentar fila e não ser atendida, e o pior é que a médica que iria atender nem se deu ao trabalho de avisar e ficamos esperando para ver se ela chegava. Mas sabe de quem é a culpa? Do governo, que deveria ter mais mé-dicos atendendo, até mesmo para substituir algum que faltasse. Agora, se havia a possibilidade de ser atendido por outro médico e o senhor não aceitou, é porque conhece o trabalho desse grande profissional. Então, meu caro, esse é o preço a pagar. Acorde novamente de madrugada e vá até o posto e tenha um excelente atendimento. E lembre-se: médico adoece e tem problemas particulares. Quer saber por que o defendo se, como eu disse, não o conheço particularmente, nunca fui atendida por ele? Sou acompanhante de uma paciente dele. Agora, se o senhor não estava falando dele e sim de outro Omar e mesmo assim leu até aqui, fica a dica de um bom médico para o senhor procurar, caso precise. (Sandra Maura Bonfim)

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