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Reeleito pela 4ª vez, Sarney diz que é exemplo de ética


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Brasília - Numa eleição sem surpresas, José Sarney (PMDB-AP), 80 anos, foi reeleito ontem para o seu quarto mandato na Presidência do Senado. A senadora Marta Suplicy (PT-SP) ocupará a primeira vice-presidência, o que significa que ela será a primeira substituta do presidente reeleito do Senado, José Sarney. Para a segunda vice-presidência, o escolhido foi o Wilson Santiago (PMDB-PB). A distribuição dos cargos entre os partidos obedeceu ao princípio do tamanho das bancadas. Em discurso em seguida, Sarney disse que a ética tem sido seu "exemplo de vida inteira". Depois de responder a uma série de denúncias nos últimos dois anos que levaram à maior crise ética da história do Senado, o peemedebista obteve vitória folgada. Ele recebeu 70 votos, contra oito do adversário, Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) - estreante no Senado e que lançou candidatura de protesto contra Sarney. Dois senadores votaram em branco, e outro anulou o voto. Apesar da pequena votação de Randolfe, os 11 votos contrários a Sarney foram recebidos na Casa como uma espécie de "contraponto" à sua candidatura. Político mais antigo em exercício no Congresso, Sarney recebeu o apoio maciço dos partidos governistas e da oposição, com exceção do PSOL. Ao longo dos últimos dois meses, o PMDB costurou o apoio a Sarney com o apoio do governo federal, na dobradinha PT-PMDB que marcou a eleição de Dilma Rousseff à Presidência. Sarney só assumiu oficialmente que entraria na disputa semana passada, depois de negar por inúmeras vezes que seria candidato. No primeiro discurso após a reeleição, reiterou que vai fazer um "sacrifício" ao ficar no cargo por mais dois anos. "Só a paixão da vida pública me afasta do meu bem-estar social. Avalio a dimensão do sacrifício pessoal que estou fazendo", declarou. Emocionado, Sarney chegou às lágrimas ao afirmar que este será seu último mandato no Legislativo, onde chegou em 1955. Em 2009, Sarney respondeu a 11 pedidos de cassação de seu mandato no Conselho de Ética do Senado no escândalo conhecido como o dos "atos secretos" - em que a Casa omitiu atos tomados pelo seu comando. Sem mencionar o escândalo, disse que sua "honrabilidade e conduta pessoal" jamais foram questionadas. "A ética para mim não tem sido só palavras, mas exemplo de vida inteira", afirmou. Ontem, tomaram posse 54 senadores eleitos em outubro. A Casa tem 81 membros, e a maior bancada é do PMDB com 20, seguido pelo PT (15).
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Aécio Neves é recebido como líder da oposiçãoBrasília - O senador Aécio Neves (MG) foi recebido ontem no Congresso Nacional como o líder da oposição. Previamente convocados, seus aliados - incluído o comando do DEM - montaram uma recepção pela manhã na entrada do Senado. "Vamos formar uma turma boa", dizia Aécio ao ser abordado por colaboradores. A movimentação deixou explícitas disputas internas na oposição ao governo. Hoje um dos maiores desafetos do ex-presidenciável José Serra (PSDB-SP), o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), também participou da recepção. A cúpula do DEM, por sua vez, um dia depois de derrotar o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) na disputa pela liderança do partido na Câmara, não só esperou por Aécio como posou para fotos ao seu lado. O deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), eleito anteontem líder do partido, comentou por que o senador fora tratado como o expoente da oposição: "Ele é o líder da oposição". Minutos antes de trocar sorrisos com a apresentadora Sabrina Sato, do programa "Pânico da TV", da RedeTV!, Aécio ensaiou um gesto de modéstia: "Não me julgo o líder da oposição. Serei uma das peças da oposição". Sobre a disputa interna do PSDB, recomendou maturidade em defesa de uma esgarçada oposição. Nesta semana, a divisão interna ficou evidente depois que aliados de Serra criticaram o documento em favor da recondução de Sérgio Guerra à presidência nacional do PSDB.

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