Tunísia - A onda de protestos que atingiu a Tunísia e o Egito chegou à Jordânia e forçou ontem o rei Abdullah a dissolver seu governo e nomear um novo premiê. O monarca também prometeu reformas políticas e econômicas para tentar apaziguar a população. A oposição muçulmana - que exigiu a saída do premiê Samir Rifai em diversas manifestações ocorridas por todo o país - afirmou que a mudança promovida pelo rei não foi suficiente. O substituto nomeado pelo rei Abdullah foi o ex-general Marouf al-Bakhit, que já foi premiê entre 2005 e 2007. Ele é conhecido por ser um aliado dos EUA e ter tido papel fundamental na paz com Israel. Diferente de sistemas de governo ocidentais, na monarquia jordaniana o rei é mais poderoso que o premiê. A Constituição lhe garante autonomia para nomear primeiros-ministros, demitir parlamentares e governar por decretos. O maior grupo de oposição da Jordânia é a Irmandade Muçulmana - movimento pan-árabe que também atua nos protestos egípcios. A diferença em relação ao Egito é que, na Jordânia, os opositores desejam a reforma política, mas não o fim do regime. O poder da monarquia hashemita ainda é plenamente reconhecido. Além da queda do premiê, a oposição quer emenda constitucional determinando que novo premiê seja eleito em votação parlamentar, em vez de ser nomeado pelo rei.
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