Polícia

DIG esclarece assassinato de rapaz na favela São Manoel em janeiro

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 1 min

A Polícia Civil, através da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), esclareceu ontem o assassinato de Luciano Pereira Borges, 35 anos, conhecido como "Bodinho", ocorrido no dia 12 de janeiro deste ano na favela São Manoel. O corpo do rapaz, que era ex-presidário, foi encontrado caído próximo do córrego alvejado com vários disparos de arma de fogo. Após investigações, os policiais chegaram a Paulo César da Silva, 23 anos, morador do Parque Real. Na casa dele, foi encontrado o celular da vítima.

O delegado Cledson do Nascimento explica que, como o celular foi reconhecido pela família de "Bodinho", ele solicitou e a Justiça decretou a prisão temporária de Silva por 30 dias. Na casa do acusado, ao cumprir mandado de busca e apreensão ontem, os policiais também encontraram três cartuchos de munição e uma porção de maconha.

De acordo com o delegado, apesar de morar no Parque Real, Silva frequentava a favela São Manoel onde, supostamente, praticava tráfico de drogas. "Ele é descrito como uma pessoa que sempre andava armada e o motivo da morte seria uma discussão banal. A vítima teria xingado o acusado de ?pingaiada? e ?vacilão?", ressalta Nascimento.

Apesar de "Bodinho" ter sido morto durante o dia ? o corpo foi achado por volta das 11h -, a polícia teve dificuldades em obter informações sobre o caso com os moradores da favela São Manoel. "Lá impera a lei do silêncio", frisou.

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