Agudos ? Com o objetivo de adequar o novo prédio do Legislativo de Agudos (13 quilômetros de Bauru) aos padrões de acessibilidade universal, além de transformá-lo em uma construção ecologicamente sustentável, a presidente da Casa eleita para os próximos dois anos, Neusa Vicente (PPS), solicitou que o projeto do imóvel fosse totalmente refeito. Com as mudanças, a previsão é de que a obra fique 10% mais cara em relação ao valor inicialmente previsto, acréscimo que, segundo ela, vai ser compensado com a economia que será gerada a médio e longo prazo.
O terreno onde será construída a nova sede da Câmara de Agudos tem 2,4 mil metros quadrados e foi adquirido pelo então presidente da Casa, Nelson Assad Ayub (PP), no final do ano passado, pelo valor de R$ 237 mil. No espaço, que fica na rua Antônio Conde, região central da cidade, além da terraplenagem, foi feito serviço de drenagem e construído um muro para cercar a área.
A presidente conta que as mudanças no projeto da nova Câmara tem como objetivo atender às necessidades das pessoas com deficiência. "Desde que eu entrei para a vereança, há dois anos atrás, a minha preocupação é com os cadeirantes, a acessibilidade", revela, ressaltando que requisitou recentemente à prefeitura o rebaixamento e construção de rampas nas calçadas, pedido que já está sendo atendido.
Com base em sugestões feitas pelo presidente da Associação Municipal dos Amigos Deficientes de Agudos (Amada), Ronaldo César Barbosa de Matos, após análise da planta do novo prédio, Neusa reuniu-se com a arquiteta responsável pelo projeto. "Eu chamei a arquiteta e, olhando a planta, não tinha quase nada de acessibilidade", afirma. "Eu falei para ela padronizar todas as portas para que o cadeirante tenha acesso à Câmara inteira".
De acordo com a presidente da Casa, com as mudanças, que incluem aumento da dimensão das portas, ela espera que a nova sede se transforme em um modelo para outros municípios da região. "Minha preocupação é com o futuro porque, hoje, eu não tenho nenhum cadeirante na Câmara. Mas eu posso, na próxima legislatura, ter um cadeirante. E ele vai ter acesso a banheiro só na entrada? Não vai ter acesso aos gabinetes?", questiona.
Além da questão da acessibilidade, Neusa conta que o novo projeto irá contemplar o conceito de construção ecológica, visando contribuir com o meio ambiente. Entre as obras previstas, estão a implantação de sistemas de captação de água da chuva e energia solar. "Vai encarecer cerca de 10% porque vamos captar água da chuva e energia solar", diz. "Mas, no decorrer do tempo, com a economia, a própria Câmara paga (essa diferença a maior)".
Embora confirme que, no orçamento deste ano, existe uma verba no valor de R$ 800 mil reservada para a construção do novo prédio, a presidente do Legislativo prefere não arriscar qual será o valor final da obra. Segundo ela, se não houver nenhum imprevisto, após as adequações no projeto original, será feito o orçamento total da obra para que o processo de licitação visando a contratação de empresa responsável pela sua execução possa ser iniciado ainda neste ano.
O ex-presidente da Câmara, que comprou o terreno e contratou o projeto inicial da nova sede do Legislativo, Nelson Assad Ayub, revela que gostou das mudanças solicitadas por Neusa, embora negue que a planta original tenha deixado de contemplar itens de acessibilidade. "Ela achou que a entrada era pequena, estreita, e está aumentando", diz. "Se Deus quiser, a Neusa vai terminar e a Câmara vai ser um local digno para receber agudenses, autoridades, sessões solenes".
Segundo ele, mesmo que a obra custe cerca de 10% a mais do que o valor previsto inicialmente, este não será um custo elevado se for levado em conta a estrutura do novo prédio. "Eu coloquei no orçamento R$ 800 mil e acho que eu faria com esse valor", declara. "Considerando as alterações, vai subir um pouco mais, mas nada que saia muito do valor inicial. É uma Câmara grande, bonita, moderna".