Ao completar 62 anos, no último dia 29, Lori Sandri queria o desafio de comandar uma equipe do futebol paulista. Frustrado com o que chamou de "projeto abortado no meio" pela direção do Sandra Cruz, de Recife (PE), Sandri estava ausente dos bancos de reservas desde o primeiro semestre do ano passado. Atuou pelo time pernambucano no estadual e na Copa do Brasil, campeonatos disputados no primeiro semestre de 2010.
No entanto, ele se diz na ativa como observador interessado na movimentação do mercado da bola e nos jogadores que atuam nos estaduais. Ele comenta que acompanhou jogos da Copa São Paulo de Juniores e algumas partidas do Paulistão como do Botafogo, equipe com a qual foi vice-campeão em 2001, ano que o Corinthians sagrou-se campeão estadual.
Sandri diz que uma das dificuldades de equipes do Interior Paulista é a cada campeonato, praticamente, ter que montar um novo elenco. Comentou também da queda do nível técnico a cada ano no futebol praticado no Brasil: "Estamos em uma crise muito grande. O nível caiu muito". Ele entende que é necessário investir em um trabalho de renovação, que somente é visto no momento no Santos e Internacional.
No futebol paulista, Sandri possui o título de Campeão Paulista do Interior com o Guarani. Em seu currículo, ressalta-se 12 conquistas, sendo de porte um paranaense em 1983, dois títulos gaúchos nos anos de 1998 e 2004, um catarinense em 1991, Campeão Árabe em 1992, Asiático em 1993 e dos Países Árabes, em 1993. Ele já dirigiu grandes clubes do futebol brasileiro, como Internacional, Atlético Paranaense, Coritiba, Paraná, Atlético Mineiro. Em 2007 comandou o Marília e, no ano seguinte, o Sertãozinho. Sua carreira começou em 1975 quando dirigiu o Pinheiros.