Nacional

Centrais admitem mínimo abaixo de R$ 580

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
São Paulo - Na véspera de mais uma reunião entre governo e centrais, os sindicalistas não abrem mão de um reajuste real para o salário mínimo deste ano, mas já admitem reduzir a proposta inicial de R$ 580,00, segundo informou um dos negociadores. "O valor de R$ 580,00 é número de negociação, mas dar só a inflação é pouco, está apenas corrigindo", disse o sindicalista sob a condição do anonimato. O patamar que os dirigentes têm comentado em conversas reservadas é de R$ 560,00, frente aos R$ 545,00 propostos pelo governo. No ano passado, o mínimo era de R$ 510,00. Líder do governo na Câmara, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) descartou ontem um valor superior aos R$ 545,00 para o salário mínimo. Segundo ele, a base vai votar unida. "O líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, garantiu que o partido estará 100% conosco", afirmou. Um dia após ser confirmado na liderança petista, Vaccarezza disse não achar necessário o envio de uma nova medida provisória por parte do governo e que mesmo assim vai ser possível retroagir o valor para janeiro. A proposta inicial falava em R$ 540,00, mas a o Planalto já admitiu que subirá para R$ 545,00. Ontem, o PPS protocolou uma emenda para que o piso seja fixado em R$ 600,00. A expectativa é que a votação aconteça em março. Para o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), órgão que assessora os sindicatos, R$ 560,00 é o resultado da reposição da inflação de 2010 (INPC de 6,86%) e do crescimento econômico previsto para 2011, de cerca de 4%. "Esta é uma alternativa que interessaria às centrais e ao governo. Indicaria a expectativa de crescimento do ano", acredita Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Dieese, que participa das negociações. Também na busca por um aumento real, a Força Sindical admitiu, pela primeira vez, a possibilidade de antecipar parcela do reajuste programado para 2012, que será muito superior ao deste ano, atingindo estimados 14%. O valor de R$ 545,00 concedido pelo governo apenas repõe a inflação, com arredondamento para cima. O argumento é de que está respeitando acordo com as centrais realizado em 2006, na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prevê inflação do ano anterior e desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

Comentários

Comentários