Saúde

Toques e retoques

Consultoria: Daniela Hueb
| Tempo de leitura: 4 min

Herpes: como evitar e controlar esse problema


Prezado leitor,

O herpes é uma infecção de pele causada por vírus e se transformou em um problema bastante comum hoje em dia. Pode reparar: todo mundo conhece alguém que sofre de herpes. O que acontece é que essa doença é bastante contagiosa. Por isso, é essencial saber mais sobre o assunto.

Os tipos

Existem dois tipos de herpes: o simples tipo 1 e 2 e o herpes zoster. No primeiro caso, a doença apresenta as mesmas características e o único diferencial é a área do corpo que atinge. No tipo 1, ele aparece principalmente na boca, mas pode também se localizar em qualquer outra região. Já no caso do herpes tipo 2 ele atinge somente a área genital, tanto no homem quanto na mulher.

Tanto no caso de herpes tipo 1 quanto no 2, a lesão aparece como um grupo de vesículas (bolhinhas), com uma base avermelhada, que provoca ardor e desconforto. Na fase final do surto, surge uma casquinha, que mais parece um machucado.

Outro fato que deve ser mencionado nesse tipo de herpes é que, normalmente, ele é precedido por uma estomatite (no tipo 1) ou vulvite (no tipo 2), causando mal-estar e bastante dor.

A primeira infecção pelo herpes costuma ser mais grave e o restabelecimento completo, mais demorado. Por isso, aos primeiros sintomas é necessário procurar um médico e já iniciar o tratamento. O consolo para as pessoas que venham a contrair o herpes simples é que, por se tratar de um vírus, ele terá um tempo determinado de permanência no organismo.

Contágio e prevenção

O contágio de herpes se dá através do contato direto com a pele, não necessariamente na área genital de uma pessoa infectada. Também ocorre (com menos frequência) pelo contato indireto, como compartilhar batom ou o mesmo copo. O vírus viaja através de aberturas minúsculas na pele ou por áreas úmidas, porém os sintomas podem não aparecer por mais de um mês depois da infecção.

A frequência da transmissão é maior nos primeiros 12 meses após a infecção pelo vírus herpes tipo 2. As mulheres são mais propensas a adquirir este tipo de herpes.

E lembre-se: mesmo sem sintomas, a transmissão pode ocorrer. Controlar o estresse, dormir bem e ter uma alimentação saudável são fatores que ajudam a diminuir o risco de contágio.


Herpes zoster

O herpes Zoster uma doença decorrente da reativação do vírus da varicela (vírus varicela-zoster) em latência, que afeta pacientes com a imunidade comprometida. Os adultos que já tiveram catapora e foram contaminados pelo vírus varicela zoster poderão apresentar o quadro do herpes zoster.

Trata-se de uma doença de pele caracterizada por vesículas que acometem o trajeto de um nervo, atingindo grande extensão, com vermelhidão em sua base. Esse tipo de herpes causa muita dor e é mais intenso que o outro.

A grande preocupação com relação ao seu aparecimento é que o herpes zoster pode ser o primeiro sinal de doenças mais graves, como câncer, aids e diabetes.

Quando a pessoa é acometida por um herpes zoster, cabe ao médico investigar profundamente o caso para checar se não se trata de uma doença mais grave. O consolo com relação a esse tipo de herpes é que ela não apresenta reincidência e ocorre uma vez apenas.

Existe cura?

O herpes tipo 1 e 2 pode ficar incubado no organismo, após a pessoa ter sido infectada pela primeira vez, ou seja, ele pode voltar a se manifestar a qualquer momento, desde que a pessoa esteja debilitada. Até os dias de hoje, infelizmente, não há cura definitiva.

A parte boa é que, mesmo sem cura definitiva, algumas pessoas podem manifestar a doença uma única vez. Dessa forma, o que deve ser controlado é a queda de resistência da pessoa, para que não haja casos seguidos de herpes.

Por exemplo, para não ter o herpes labial de novo, você deve evitar o sol excessivo e usar um protetor solar nos lábios. No caso de uma gripe forte, quando normalmente o organismo já está debilitado, a pessoa deve se cuidar bastante e evitar fatores como o estresse.

Como medida geral, existe um aminoácido chamado lisina, que pode ser usado em doses altas para prevenir o aparecimento de novos surtos do problema. Esse aminoácido impede, em algum momento, uma fase do metabolismo do vírus.

Existem também vacinas, que não são consideradas a melhor terapêutica, e a prescrição de cremes para uso local. Há ainda a possibilidade de diminuir o herpes com tipos de laser que ajudam na cicatrização e diminuem o tempo de duração do surto.

Mas é preciso lembrar que todos esses tratamentos não eliminam o vírus, mas, sim, fazem com que melhore uma situação local com a redução do tempo de inflamação. Converse com seu médico, ele com certeza vai lhe indicar o melhor tratamento.

Um grande abraço e até o próximo domingo,

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