Não é segredo, tampouco novidade, para mais ninguém que uma alimentação balanceada, rica não em quantidade, mas no aspecto nutricional, reflete melhor qualidade de vida.
O fato é que, mesmo ciente dessa máxima e até em busca de enriquecer o cardápio, muita gente ainda come de maneira incompatível com o cotidiano frenético, deixando o corpo carente, ou, no outro extremo, sobrecarregado de substâncias, propiciando o surgimento de inúmeros problemas de saúde.
Na esteira de uma doença surgem várias. É com essa filosofia que o médico Edmond Saab Júnior, que é nutrólogo, lançou, no ano passado, o livro "Manual do Proprietário" (Editora Delphos, 244 páginas).
Com o mesmo princípio do "carro velho", que ganha diversos defeitos novos a cada avaria diagnosticada por mecânicos, o nosso organismo, de acordo com o médico, é acometido por inúmeros problemas tendo poucas raízes comuns, quase sempre originadas por ineficiência na nutrição das células do corpo.
De acordo com o especialista, não existe um milhão de causas para doenças diferentes. Conforme o autor, todo o tipo de degeneração orgânica ocorre em virtude de alterações básicas, que, se controladas, evitarão com que a doença encontre condições para se manifestar.
Caso instalado, acentua o médico, e até mesmo em estágio de evolução, o problema tende a estacionar e até mesmo regredir. Depressão, síndrome do pânico, enxaqueca, obesidade, diabetes, acidente vascular cerebral, diabetes, hipertensão arterial, infarto, câncer.... Não, não se trata da famosa letra dos Titãs que enumera diversas mazelas degenerativas.
De acordo com o médico, todas essas doenças, e muitas outras, podem ser evitadas e tratadas por processos de desintoxicação, hidratação, oxigenação e nutrição do organismo, para que o mesmo obtenha um equilíbrio bioquímico e, consequentemente, esteja fortalecido, com maior imunidade.
Saab questiona os procedimentos padrão da medicina, tidos como eficientes mas, segundo ele, com crescimento anual de 22% no surgimento de novos casos de doenças crônico-degenerativas. "Não existe um milhão de causas diferentes para um milhão de doenças que existem por aí. Todas as doenças têm em comum meia dúzia de ?monstrinhos?. Exceto os problemas congênitos e outros adquiridos por infecções, acidentes e fatícias, como uma apendicite, todas têm meia dúzia de fatores que as ocasionam", atribui o médico, que pertence ao corpo clínico do Hospital do Coração, em São Paulo.
Para ele, o aumento de doenças está diretamente relacionado à vida moderna e à impossibilidade, trazida com ela, de alimentação adequada ao que nosso corpo realmente pede. O organismo, defende Saab, indispõe de calendário e não diferencia se estamos na segunda década dos anos 2000 ou ainda no tempo da invenção da roda:
"As pessoas vivem hoje rodadas por hiper e macro mercados. Nossa fisiologia ainda é das cavernas. Nosso ancestral comia plantas, frutas, caçava e pescava. Ele mantinha uma proporção diferente de nutrientes no corpo", observa ele, estudioso em Medicina Quântica (elo entre modernos princípios físicos e sistemas milenares naturais de tratamento). "O homem antigamente não morria de infarto ou derrame. Morria picado de cobra, mordido de onça, infectado por expedicionário", exemplifica.
Especialista em diversas áreas e homologado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Associação Brasileira de Nutrologia e com estudos no exterior, Estados Unidos e Alemanha, em diversos setores alternativos como Medicina Hiperbárica e Ortomolecular, ele condena o incentivo a remédios e mais remédios, ao longo de toda a vida, para combater sintomas, sem se dirigir diretamente às causas dos problemas, com soluções sazonais, observa. "Infelizmente as faculdades de Medicina não ensinam como desintoxicar um paciente. Não é ensinado como nutrir adequadamente um paciente", critica.
Alternativa aposta na alimentação,
oxidação e desintoxicação orgânica
A vida moderna, observa o médico, gera uma oxidação excessiva do organismo, com inflamações crônicas e silenciosas. As células, comenta Saab, inflamam o tempo inteiro pela desproporção nutricional.
"Falta uma série de nutrientes em nosso corpo. Mesmo que a gente coma de uma maneira em que pensamos ser adequada, nossa capacidade de absorção está diminuída. Tudo tem conservante químico, acidulante, corante, agrotóxico. Metais pesados estão por tudo, desde a água em que a gente toma banho e cozinha. Há chumbo na fumaça do carro. Tudo isso interfere em nossa frequência, em nosso metabolismo", aponta o médico, que, semanalmente, apresenta programa semanal na Rádio Mundial, em São Paulo, com o mesmo nome do livro. Na atração, ele responde ao vivo as perguntas dos ouvintes.
Segundo ele, um dos caminhos para a desintoxicação seria através de uma alimentação não apenas saudável, mas com preceitos até mesmo ligados à Física Quântica, a nutrição Antroposófica, que, basicamente, por meio de alimentos preparados a base de cereais integrais recém colhidos são ricos em cristais de quartzo, entendido por algumas correntes de químicos como "energia solar solidificada". "A Medicina Antroposófica é válida, muito utilizada na Europa. O maior laboratório de Antroposofia do mundo fica na Alemanha", salienta o médico.
Comer melhor foi a solução que a professora de línguas e auxiliar administrativa Fabiana da Silva Bale, de 32 anos, encontrou para as fortes dores de estômago que a acompanhavam. Após aderir a uma dieta composta por café da manhã a base do kit antroposófico, com um pão integral diferente para cada dia da semana, ela diz ter encontrado alívio. "Não tenho mais dores ou queimação. Sinto que meu organismo está mais harmonizado", conta.
Ela atesta que está no que alimentamos nosso corpo todo o segredo para o bom funcionamento do mesmo. "Sou vegetariana desde criança e fui incentivada por minha mãe. Por isso, desde pequena, nunca tomei muito remédio. Quem se alimenta melhor, com menos farinha branca, fica menos doente", atribui.
O ingrediente citado por ela é tido como um dos principais vilões para a saúde. "A farinha branca mói as cadeias de cristal do alimento. É simples carboidrato, glicose, gordura", simplifica Luciana Ortega Maniezi Ortega Macre, estudiosa na área de Nutrição Antroposófica e proprietária de loja especializada nesse tipo de alimentação em Bauru.
Basicamente, esse segmento nutricional prima em abastecer o campo energético, por meio da ingestão de luz através dos cristais encontrados nos pães ultra frescos, preparados com cereais colhidos, no máximo, em questão de dias.
"Os alimentos antroposóficos são feitos com a farinha fresca, antes de oxidar. Oxidação não significa alimento estragado", explica. "A partir daí, é apenas integral, muito benéfico também, mas sem as propriedades medicinais do alimento", diferencia a empresária, ao garantir que a loja em Bauru é a única especializada no Brasil e que prepara abertura de franquias para São Paulo e Rio de Janeiro.
Pães reduzem até enxaqueca
O Kit com sete pães diferentes ? um para cada dia da semana, de acordo com os ensinamentos da Ciência Antroposófica ? auxiliam na redução de peso e desintoxicação do corpo contra inúmeras doenças, garantem especialistas e adeptos.
Desde a prevenção contra doenças graves ? câncer, diabetes ou infarto ? até a atenuação de incômodos crônicos, como as enxaquecas, os grãos são um importante aliado, acima de tudo, contra o entupimento do corpo com compostos químicos resultantes da ingestão de remédios. "Acima de tudo, busquei esse tipo de alimento por ser integral. Com o tempo, senti melhora nas exaquecas que tinha", atesta a nutricionista Nanci Braidotti Ciaramello. "Além disso, o pão tem bem menos calorias", destaca.
A ansiedade, que, destaca o médico Edmond Saab Júnior, do Instituto do Coração, em São Paulo, ao lado do estresse, desencadeia uma infinidade de outras doenças, foi controlada pelos pães "super" integrais. É o que garante o escrevente judiciário Rafael Botelho Feitosa, de 29 anos.
Em dois meses, orgulha-se, além de maior tranquilidade para enfrentar o dia a dia, ele ainda emagreceu quatro quilos, sem fazer dieta. "É interessante, porque senti redução na ansiedade. Como são alimentos integrais, naturais, praticamente não engordam", incentiva.
Ciência e crença
A Antroposofia, ensina Luciana Maniezzi, estudiosa na área, no caso da alimentação, se baseia em estudos astronômicos de que, em cada dia da semana, um metal em especial é potencializado na terra.
Desta forma, resume, sete cereais estudados mostram compatibilidade com o mesmo número de metais que se repetem na natureza (ouro, prata, ferro, mercúrio, estanho, cobre e chumbo) e - aí misturam-se teorias de antigos alquimistas e astrônomos ? a cada dia a terra se alinhava a um astro que correspondia a cada um desses metais.
De forma que o corpo humano é composto por todos esses elementos (desde ferro até ouro), os estudiosos da Antroposofia acreditam que, ao se alimentar de cereais integrais preparados em tempo anterior à oxidação dos metais encontrados em cada um deles, no dia correspondente, equilibra energeticamente o organismo. "Todos os metais estão em nosso corpo. O mais comum é o ferro e sua falta gera desânimo", exemplifica Luciana.
Portanto, às terças-feiras, alimentos ricos em ferro são ideais, segundo ela. "A curiosidade é que terça, em quase todos os idiomas, refere-se à Marte (em Português, por questões religiosas, os nomes dos dias foram mudados porque aludiam à deuses pagãos), assim como cada dia tem seu astro?, relaciona.
Marte, também tido na antiguidade como o ?deus da guerra?, é coberto em sua superfície composta principalmente por óxido de ferro, atesta a astronomia.
Serviço:
Mais informações com o autor do livro "Manual do Proprietário", Edmond Saab Júnior no site: www.cimpsaude.com e no microblog twitter: www.twitter.com/ManProprietario.