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Franco da Rocha lidera índice de homicídios

Folhapress
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São Paulo - Uma cidade com parcos recursos policiais, presídios superlotados e intensa movimentação de traficantes. É assim que Franco da Rocha, na Grande São Paulo, levou o ingrato título de município paulista com a maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes -21,28, mais que o dobro do índice do Estado, que no ano passado foi de 10,48. Em 2009, a cidade tinha o terceiro maior indicador. A 47 quilômetros da capital paulista, Franco da Rocha é uma cidade dormitório: parte das pessoas que lá vivem passam o dia em em São Paulo e só voltam à noite. Quanto menor o vínculo da pessoa com o local, maior a possibilidade de ela cometer crimes, diz a polícia. No ano passado, 28 pessoas foram assassinadas na cidade. Dessas, segundo a polícia, 19 tinham envolvimento com o tráfico de drogas. Em outros três casos, o crime foi passional e o restante teve motivações diversas como brigas de bar."O importante é que não tivemos latrocínio (roubo seguido de morte). O cidadão de bem de Franco da Rocha está seguro. A maioria dos que morreram viviam no limite, envolvidos com o crime", diz o delegado da cidade, Luis Roberto Hellmeister."Não quer dizer que bandido bom é bandido morto, mas mostra que o trabalhador de Franco da Rocha está seguro", reforça o subcomandante da PM na região, o major Carlos Jorge Miranda. Segundo o delegado Hellmeister, dos 28 casos, 11 foram esclarecidos. "É um índice alto para quem precisa investigar homicídio, roubo, tráfico e outros crimes.??Escassez A polícia tem efetivos reduzidos em Franco da Rocha. São cerca de 80 policiais militares para um município com 131.603 habitantes. O índice de policiais por habitantes está longe do considerado ideal pela ONU (Organização das Nações Unidas), que é de um PM para cada 250 habitantes. No município há um PM para cada 1.645 habitantes. Diferente também da média de SP, que é de um para 438 habitantes. Além de atuar na prevenção e repressão dos crimes, esses PMs precisam ainda fazer a escolta de parte das 8.000 pessoas que lotam as sete penitenciárias da cidade e as três unidades da Fundação Casa (a antiga Febem).

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