São Paulo - O grupo News Corporation está examinando a possibilidade de venda e outras opções estratégicas a respeito do Myspace, a rede social que entrou em crise ao ser ofuscada pelo Facebook. "Reconhecemos que o plano para que o Myspace alcance o pleno potencial pode ser desenvolvido sob uma nova estrutura de propriedade, e estamos avaliando as alternativas estratégicas", declarou Chase Carey, diretor de operações da News Corporation. Ele admitiu que entre as soluções estão a venda, a entrada de um novo investidor e até uma reestruturação. Em janeiro, o MySpace anunciou a supressão de 500 postos de trabalho (o que corresponde a 47% de seu efetivo), assim como o fim de várias associações internacionais."Hoje, mudanças duras, mas necessárias, foram tomadas a fim de proporcionar à empresa um caminho livre para o crescimento sustentável e a rentabilidade", afirmou o presidente-executivo da empresa, Mike Jones, em um comunicado. "A nova estrutura organizacional vai nos permitir avançar com mais agilidade, desenvolver produtos mais rapidamente e atingir uma maior flexibilidade do lado financeiro", disse Jones. Em novembro, executivo-chefe do site, Mike Jones, declarou que o MySpace não era mais um adversário direto do Facebook dentro da arena de disputa das redes sociais. "O MySpace não é mais uma rede social. É, agora, um lugar de entretenimento social", declarou, em entrevista televisiva ao jornal britânico "The Telegraph". Ele confirmou que o enfoque do site permanece em música e bandas, ambicionando um público cuja faixa etária fica entre 13 e 35 anos. Fundado em 2003, o MySpace chegou a ser a rede social mais popular da internet, com mais de 100 milhões de usuários. O site, no entanto, perdeu espaço com o surgimento do Facebook, em 2008, cuja base de usuários já ultrapassa os 500 milhões. O escritório do MySpace no Brasil, inaugurado com alarde no fim de 2007, encerrou as operações no dia 1º de julho de 2009.
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