Rio - A um mês dos desfiles no Sambódromo carioca, um incêndio de grandes proporções atingiu ontem pela manhã a Cidade do Samba, na zona portuária do Rio. O fogo destruiu os barracões da Grande Rio, Portela e União da Ilha e o da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba), que organiza os desfiles. Houve corre-corre, muito choro e desespero, mas os bombeiros não registraram vítimas. As causas ainda são desconhecidas. Na Cidade do Samba, inaugurada em 2005, as 12 escolas do Grupo Especial preparam seus desfiles. A escola mais afetada pelo incêndio foi a Grande Rio. Seu prejuízo foi estimado em R$ 6 milhões. O barracão desabou parcialmente. O fogo que acabou ao todo com 7.800 fantasias, nove carros alegóricos e deixou prejuízo total estimado em R$ 20 milhões uniu os presidentes das escolas, que à noite se reuniriam para definir como ajudar as atingidas. Segundo o diretor de Carnaval da Liesa, Elmo José dos Santos, as nove agremiações restantes vão dividir funções para ajudar as três prejudicadas. "Cada um vai dizer o que pode fazer para ajudar."Não foi criminoso
O delegado titular da 4ª DP (Praça da República), Daniel Mayr Pereira da Costa, afirmou na tarde de ontem que não descarta a hipótese de o incêndio que atingiu a Cidade do Samba, na zona portuária do Rio de Janeiro, ter sido criminoso. Pelo menos três escolas tiveram fantasias e carros alegóricos destruídos pelas chamas na manhã de ontem."Por enquanto, não há nenhum indício que aponte que o incêndio foi criminoso. Não tem nem comentário informal ou suspeita. A perícia da Polícia Civil vai apontar isso com os laudos técnicos. Não tem nada que aponte nesse sentido, mas nada está descartado", disse o delegado. Costa ainda afirmou que não há previsão para a divulgação do resultado da perícia. O incêndio teve início entre 6h30 e 7h e atingiu os barracões da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba), da Grande Rio, da Portela e da União da Ilha. Os bombeiros suspeitam que o fogo tenha começado no setor da Liesa ou da União da Ilha. Testemunhas relatam que teve início na Liesa. Parte do barracão da escola Grande Rio chegou a desabar. A Liesa descartou a hipótese de incêndio criminoso, mas a polícia vai analisar imagens do circuito interno.____________________ O incêndio
Rio - As chamas começaram por volta das 6h30 e foram controladas às 10h, por 120 bombeiros. A fumaça escura que saía do local cobriu parte do centro do Rio. Funcionários dos barracões relataram que os sprinklers não funcionaram. "Minha sala ficou superaquecida, via o plástico derretendo, e nada de aqueles troços começarem a jorrar água", disse o chefe de ateliê da Grande Rio, Robson Pantojeno, 25. De acordo com a Liesa, há mais de 7.000 sprinklers distribuídos pelos barracões. Algumas pessoas sofreram ferimentos leves. O aderecista Saimon Garcia, 26 anos, pulou do terceiro andar do barracão da Grande Rio para escapar do fogo. Ele havia trabalhado até as 3h30 e acabou dormindo no local. "Acordei por volta das 7h com o fogo. Comecei a gritar desesperado e não consegui mais descer pelas escadas. Então me joguei e caí sobre um carro alegórico", contou, chorando muito.
O delegado titular da 4ª DP (Praça da República), Daniel Mayr Pereira da Costa, afirmou na tarde de ontem que não descarta a hipótese de o incêndio que atingiu a Cidade do Samba, na zona portuária do Rio de Janeiro, ter sido criminoso. Pelo menos três escolas tiveram fantasias e carros alegóricos destruídos pelas chamas na manhã de ontem."Por enquanto, não há nenhum indício que aponte que o incêndio foi criminoso. Não tem nem comentário informal ou suspeita. A perícia da Polícia Civil vai apontar isso com os laudos técnicos. Não tem nada que aponte nesse sentido, mas nada está descartado", disse o delegado. Costa ainda afirmou que não há previsão para a divulgação do resultado da perícia. O incêndio teve início entre 6h30 e 7h e atingiu os barracões da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba), da Grande Rio, da Portela e da União da Ilha. Os bombeiros suspeitam que o fogo tenha começado no setor da Liesa ou da União da Ilha. Testemunhas relatam que teve início na Liesa. Parte do barracão da escola Grande Rio chegou a desabar. A Liesa descartou a hipótese de incêndio criminoso, mas a polícia vai analisar imagens do circuito interno.
Rio - As chamas começaram por volta das 6h30 e foram controladas às 10h, por 120 bombeiros. A fumaça escura que saía do local cobriu parte do centro do Rio. Funcionários dos barracões relataram que os sprinklers não funcionaram. "Minha sala ficou superaquecida, via o plástico derretendo, e nada de aqueles troços começarem a jorrar água", disse o chefe de ateliê da Grande Rio, Robson Pantojeno, 25. De acordo com a Liesa, há mais de 7.000 sprinklers distribuídos pelos barracões. Algumas pessoas sofreram ferimentos leves. O aderecista Saimon Garcia, 26 anos, pulou do terceiro andar do barracão da Grande Rio para escapar do fogo. Ele havia trabalhado até as 3h30 e acabou dormindo no local. "Acordei por volta das 7h com o fogo. Comecei a gritar desesperado e não consegui mais descer pelas escadas. Então me joguei e caí sobre um carro alegórico", contou, chorando muito.