Polícia

Ladrões levam mais de R$ 30 mil de fazenda em reais, dólares e ouro

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

"Você acha que vai morar no sítio para ter tranquilidade. Mas nem aqui nós temos mais sossego". Foi com essa frase que Aparecida Gimenes, 58 anos, definiu o que passou ao ficar refém de três assaltantes armados junto de seu marido, Dirceu Coracini, e do cunhado, Joaquim Coracini, na madrugada de ontem na Fazenda Água do Monjolo, onde mora, localizada no bairro Barra Grande, zona rural de Bauru.

Os ladrões, armados de revólveres, estavam esperando o casal, que havia saído da fazenda, retornar para atacar. Eles saíram do meio do matagal, ao lado da casa, quando o casal chegou e acordaram a tapas o terceiro morador que estava na casa. Então, dominaram e amarraram as três vítimas e levaram tudo o que conseguiram: uma mesa de som com dois microfones, um televisor de 29 polegadas, aproximadamente R$ 15 mil em dinheiro, cerca de R$ 8 mil em ouro, 7 mil dólares, um revólver calibre 38 municiado com 6 cartuchos, seis pacotes de cinco quilos arroz, seis pacotes cinco quilos de açúcar, quatro violões e todos os presentes de casamento da filha de Aparecida.

Quando chegou à fazenda, no início da madrugada de ontem, o casal de moradores entrou pelos fundos da casa e foi surpreendido na cozinha. "Meu marido disse que estava com fome e queria comer pão com queijo na cozinha. Então quando nós chegamos lá, eles surgiram do meio do mato e já começaram a dar coronhadas no Dirceu e a gritar", contou Aparecida, ainda consternada.

O casal foi levado a um banheiro que fica nos fundos da casa e no trajeto teve as mãos amarradas. Os assaltantes foram diretos. Sabiam o que queriam e perguntavam a todo momento pelo dinheiro. "Eu vi três, mas acho que eram mais. Nós ouvíamos a conversa e a movimentação", relatou.

Joaquim, que estava na residência dormindo, foi acordado com tapas e coronhadas. Depois também teve as mãos amarradas e foi trancado junto do casal no banheiro. De acordo com Aparecida, ele ficou ferido no rosto. Dirceu havia sacado do banco R$ 15 mil em dinheiro para quitar as mensalidade do ano todo do curso de direito da filha.

Os criminosos tentaram fugir com a caminhonete de Dirceu, no entanto a bateria estava descarregada. Então exigiram que entregassem-lhe a chave de um Fiat Uno.

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Patrulha Rural


O capitão Fabiano Serpa, comandante da 4ª. Companhia Operacional da Polícia Militar (PM), responsável pelo policiamento das zonas sudeste, leste e norte de Bauru, inclusive da área rural onde fica a fazenda roubada, afirma que há aproximadamente um ano e meio não acontecia assalto semelhante na zona rural.

Serpa explica que a Patrulha Rural da PM conta com quatro policiais que se revezam em duas viaturas, ininterruptamente.Ao saber do fato, a PM intensificou as buscas aos autores do roubo e encontrou o Uno roubado, praticamente intacto, por volta das 8h de ontem, no Jardim Manchester.

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Furto de malote com R$ 47 mil é investigado


O furto de um malote com aproximadamente R$ 47 mil em cheques e dinheiro é alvo de investigação da Polícia Civil de Bauru. Segundo informações apuradas pelo JC, um funcionário de uma empresa localizada no Distrito Industrial transportava os valores que seriam depositados em uma agência bancária na região central da cidade.

Mas, ao atingir o cruzamento da rua Ezequiel Ramos com a rua Antônio Alves, teria notado que o pneu do veículo em que estava havia furado. Depois de descer e concluir a troca do estepe, o funcionário teria notado que o malote - que estava no banco do passageiro do carro - desapareceu. A Polícia Militar (PM) chegou a ser acionada e realizou buscas nas imediações, mas nenhum suspeito foi localizado.

Por conta da ocorrência inusitada e um tanto quanto improvável, a Polícia Civil irá investigar como o sumiço do dinheiro realmente aconteceu. Preliminarmente, no entanto, a informação é de que nem mesmo o pneu furado tenha sido apreendido para análise. No final da tarde, uma representante jurídica da empresa compareceu ao Plantão Policial, mas informou que não iria se manifestar sobre o ocorrido.

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