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Seleção Brasileira: E a freguesia continua...


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O Brasil mostrou futebol tímido, apático, foi derrotado por 1 a 0 e não foi capaz de quebrar tabu de 19 anos sem vitória contra a França. Mano Menezes, comandante da Seleção desde julho, perdeu o seu segundo clássico seguido - em novembro, derrota contra a Argentina também por 1 a 0. Nesta quarta-feira, no Stade de France, a equipe verde-amarela não teve nenhuma chance clara de gol. Hernanes deixou o estádio como vilão. Foi expulso no primeiro tempo e a história do jogo mudou. Por outro lado, o goleiro Julio Cesar se destacou e evitou um revés ainda pior.

Estreia de uniformes, jogadores novos, ânimos renovados e técnicos em início de trabalho. Em fase de reconstrução, as duas seleções entraram em campo com muitas coincidências e uma certeza: a partida não seria encarada como um mero amistoso, embora não valesse rigorosamente nada. Havia rivalidade e tradição em jogo, ingredientes suficientes para motivar os times e o público.

Antes de a bola rolar, no telão do estádio, imagens da final da Copa do Mundo de 1998 soavam como provocação. A cada recordação, os torcedores franceses vibravam como se aquele jogo em que o Brasil perdeu o título fosse hoje. "1, 2, 3 a 0", cantavam, referindo-se ao placar da histórica vitória do país.

Mano Menezes já tem de "70% a 80%" da equipe definida para a Copa América, a ser disputada em julho, na Argentina. Por isso mesmo, o amistoso desta quarta serviu como vestibular para quem deseja assegurar as últimas vagas. O estreante apoiador Renato Augusto teve atuação discreta e, certamente, o volante Hernanes perdeu muitos pontos com o treinador.

Aos 39 minutos do primeiro tempo, num lance de pura imprudência, Hernanes entrou com pé alto no peito do atacante Benzema e recebeu cartão vermelho, em ato que internautas chegaram a lembrar ironicamente, via Twitter, do chute desferido pelo lutador Anderson Silva em Vitor Belfort no UFC. Deixou a vida da Seleção complicada diante de um rival decidido a retomar a confiança da torcida, depois do vexame na Copa do Mundo da África do Sul, no ano passado.

Considerando a expulsão justa, Mano Menezes virou as costas para Hernanes quando o volante saiu de campo e até fez sinal de positivo para Laurent Blanc, treinador da França. Antes disso, o Brasil fazia jogo equilibrado, teve chance de abrir o placar, embora não fosse brilhante. Demonstrou problemas normais de falta de entrosamento, principalmente no meio de campo, muito reformulado.

"Fica mais difícil jogar com um a menos. Temos de tocar a bola, nos sacrificar mais", disse o atacante Robinho, no intervalo, talvez prevendo o pior. A França passeou no segundo tempo. Aos 8 minutos, a torcida explodiu de alegria. Menez cruzou rasteiro e Benzema, livre na pequena área, só teve de empurrar a bola para o fundo da rede: 1 a 0.

Depois, a França só não construiu um placar maior porque Julio Cesar mostrou que é um dos melhores do mundo e, de certa forma, começou a apagar a imagem negativa do Mundial da África.

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