Política

Prefeitura cancela contrato e adota ecolixeiras da Emdurb

Nelson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A Prefeitura de Bauru teve de suspender o contrato de instalação de lixeiras por descumprimento de prazo. Mas como as ruas continuam sem o dispositivo em diferentes bairros, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) decidiu acomodar a carência com a aquisição de ecolixeiras da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb).

Contudo, ainda falta muita lixeira para ser instalada em praças e pontos de grande aglomeração de pessoas. "O contrato que fizemos com licitação infelizmente não deu certo. A empresa não conseguiu entregar as lixeiras. Chegamos a instalar 600, mas ainda assim é muito pouco. Queremos passar de 1.000 lixeiras nesta etapa e decidimos que vamos ampliar as ecolixeiras da Emdurb", conta Agostinho.

Segundo ele, as lixeiras, produzidas a partir do aproveitamento de galões de tinta utilizados pela empresa municipal para a pintura de solo, serão instaladas em ruas de comércio, nos bairros, e praças com maior concentração de moradores. "As lixeiras da Emdurb vão cumprir essa etapa de suprir a necessidade neste momento e o material fica mais barato, porque é fabricado pela estrutura interna", defende Rodrigo.

O presidente Nico Mondelli Júnior gostou da decisão. "Nós instalamos só de ecolixeiras mais de 400, isso a partir de agosto do ano passado. Podemos aproveitar oito latas de tinta por dia para a fabricação das lixeiras. Nós tínhamos dificuldades na destinação desse material, que ficava acumulado. São latas redondas, que são preparadas, lixadas, recebem pintura padrão, adesivo e os furos para fixação. Elas não têm a mesma aparência que o plástico, mas atendem às necessidades", aborda.

Nico Mondelli ressalta que a maior dificuldade com as lixeiras é resistir ao vandalismo. "Muita gente ainda depreda o bem público e isso fica caro para a própria população, porque a administração tem de consumir recursos para repor o que foi destruído. As lixeiras recebem muitos socos, pontapés e amassam. Nós conseguimos reutilizar, mas é uma pena que tenha de destinar tempo e dinheiro para reagir ao vandalismo. Vamos espalhar também lixeiras por pontos de ônibus e por onde há varrição, sobretudo nos corredores comerciais dos bairros. É para atender o público, que precisa ter onde destinar o lixo de mão", finaliza.

A intenção da Emdurb é inserir a Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes) no programa das ecolixeiras. "Vamos conversar com a Darlene Tendolo para ver se cabe uma oficina, ou parceria, para a instalação desses equipamentos. Também podemos pensar em uma oficina de ensino na fábrica de placas para a montagem, mas isso para menores. Isso ajuda em processo de reeducação, de consciência pública", diz Mondelli.

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