Cairo - O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito confirmou que assumiu os assuntos internos do país após a renúncia do ditador Hosni Mubarak, mas afirmou que não substituirá a legitimidade que os manifestantes pediram nas ruas do país nas últimas três semanas. Em um breve comunicado lido na emissora de TV estatal, os militares lembraram os que perderam suas vidas nos protestos que, por 18 dias seguidos, pediram democracia e a saída do ditador. O Conselho Militar Supremo prometeu garantir a celebração de eleições "livres e transparentes" e colocar fim ao estado de emergência em vigor há 30 anos "ao fim das atuais circunstâncias??. No período de transição, o país será governado pelo chefe do conselho, marechal Mohamed Hussein Tantawi, considerado conservador. Com um semblante soturno, o homem que comandou durante os últimos 17 anos o temido aparato de segurança foi direto ao ponto."Diante das circunstâncias difíceis que o Egito atravessa, o presidente Hosni Mubarak decidiu deixar o cargo e incumbiu o alto conselho das Forças Armadas a administrar os assuntos do Estado", disse Suleiman em seu comunicado. "Que Deus ajude a todos."
Elogio a Mubarak
Na nota, o conselho também cumprimentou Mubarak "por tudo o que deu ao país em tempos de guerra e paz, e por seu patriotismo, priorizando os mais altos interesses da nação". Os militares também saudaram os "mártires que perderam suas vidas" durante os confrontos. Congelamento dos bens
O governo da Suíça ordenou o congelamento de bens do ex-ditador egípcio e seus funcionários logo depois do anúncio da renúncia, informou o ministro de Relações Exteriores. Ele acrescentou que o congelamento tem como objetivo prevenir qualquer risco de apropriação indevida de ativos do Estado egípcio.____________________ ElBaradei diz ser melhor dia da sua vida
Cairo - O representante da oposição no Egito Mohamed ElBaradei disse ter sido "o melhor dia" de sua vida quando o vice-presidente egípcio, Omar Suleiman, anunciou que o presidente Hosni Mubarak havia renunciado, entregando o poder ao Exército."Nós aguardamos esse dia há décadas. Todos estamos ansiosos para trabalhar com as forças militares para preparar eleições livres e justas. Estou ansioso pelo período de transição de compartilhamento de poder entre o Exército e o povo", disse ElBaradei à Reuters por telefone. Ao ser perguntado se iria concorrer à Presidência, ElBaradei, ex-prêmio Nobel da Paz, disse: "O assunto não está na minha mente. Eu vivi o suficiente e estou feliz em ver o Egito libertado."____________________ Governo Obama festeja queda do antigo aliado
Washington - Washington celebrou ontem a queda do ditador egípcio Hosni Mubarak sem conseguir dissipar o desconforto generalizado com sua própria reação à revolução, marcada por desencontros, hesitações e negativas por parte do antigo aliado. O presidente Barack Obama, que há dias dizia que a reforma no Egito tinha que começar imediatamente, fez um breve pronunciamento sobre o fim da era Mubarak, afirmando que "os egípcios mudaram seu país e, com isso, mudaram o mundo??."Há poucos momentos em nossas vidas quando temos o privilégio de testemunhar a história acontecendo. Este é um deles??, disse. Ele reiterou que os EUA continuarão aliados do Egito e estão prontos para ajudar no que for preciso. Elogiou os militares, mas ao mesmo tempo insistiu nos pedidos por reformas democráticas genuínas, incluindo suspensão da lei de emergência, revisão da Constituição, um caminho para eleições livres e inclusão da todas as vozes da oposição. Mas o reconhecimento da inexorável reforma chega após a Casa Branca se ver dividida - e criticada - por hesitar em abandonar abertamente o ditador, um aliado de longa data dos EUA."Washington foi pego despreparado", disse Marwan Muasher, vice-presidente de estudos do Carnegie Endowment for International Peace."Inicialmente, o governo perdeu o barco no Egito, e depois ficou difícil mudar de curso. E, após ignorar problemas por anos, é difícil para Washington ser visto como confiável no Oriente Médio." As idas e vindas e os rechaças do Cairo levantaram temores de que os EUA projetaram uma imagem de fraqueza internacionalmente.
Elogio a Mubarak
Na nota, o conselho também cumprimentou Mubarak "por tudo o que deu ao país em tempos de guerra e paz, e por seu patriotismo, priorizando os mais altos interesses da nação". Os militares também saudaram os "mártires que perderam suas vidas" durante os confrontos. Congelamento dos bens
O governo da Suíça ordenou o congelamento de bens do ex-ditador egípcio e seus funcionários logo depois do anúncio da renúncia, informou o ministro de Relações Exteriores. Ele acrescentou que o congelamento tem como objetivo prevenir qualquer risco de apropriação indevida de ativos do Estado egípcio.
Cairo - O representante da oposição no Egito Mohamed ElBaradei disse ter sido "o melhor dia" de sua vida quando o vice-presidente egípcio, Omar Suleiman, anunciou que o presidente Hosni Mubarak havia renunciado, entregando o poder ao Exército."Nós aguardamos esse dia há décadas. Todos estamos ansiosos para trabalhar com as forças militares para preparar eleições livres e justas. Estou ansioso pelo período de transição de compartilhamento de poder entre o Exército e o povo", disse ElBaradei à Reuters por telefone. Ao ser perguntado se iria concorrer à Presidência, ElBaradei, ex-prêmio Nobel da Paz, disse: "O assunto não está na minha mente. Eu vivi o suficiente e estou feliz em ver o Egito libertado."
Washington - Washington celebrou ontem a queda do ditador egípcio Hosni Mubarak sem conseguir dissipar o desconforto generalizado com sua própria reação à revolução, marcada por desencontros, hesitações e negativas por parte do antigo aliado. O presidente Barack Obama, que há dias dizia que a reforma no Egito tinha que começar imediatamente, fez um breve pronunciamento sobre o fim da era Mubarak, afirmando que "os egípcios mudaram seu país e, com isso, mudaram o mundo??."Há poucos momentos em nossas vidas quando temos o privilégio de testemunhar a história acontecendo. Este é um deles??, disse. Ele reiterou que os EUA continuarão aliados do Egito e estão prontos para ajudar no que for preciso. Elogiou os militares, mas ao mesmo tempo insistiu nos pedidos por reformas democráticas genuínas, incluindo suspensão da lei de emergência, revisão da Constituição, um caminho para eleições livres e inclusão da todas as vozes da oposição. Mas o reconhecimento da inexorável reforma chega após a Casa Branca se ver dividida - e criticada - por hesitar em abandonar abertamente o ditador, um aliado de longa data dos EUA."Washington foi pego despreparado", disse Marwan Muasher, vice-presidente de estudos do Carnegie Endowment for International Peace."Inicialmente, o governo perdeu o barco no Egito, e depois ficou difícil mudar de curso. E, após ignorar problemas por anos, é difícil para Washington ser visto como confiável no Oriente Médio." As idas e vindas e os rechaças do Cairo levantaram temores de que os EUA projetaram uma imagem de fraqueza internacionalmente.