São Paulo - Neudo Campos (PP), que deve ser diplomado governador de Roraima na segunda-feira, é alvo de 22 inquéritos e ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF) - a maioria por peculato (desvio de verba pública) e formação de quadrilha. Parte das ações e inquéritos está ligada à Operação Gafanhoto, da Polícia Federal, realizada em 2003. Campos, que governou Roraima de 1995 a 2002, chegou a ser preso pela PF na ocasião. Na eleição do ano passado, ele foi derrotado por José de Anchieta Júnior (PSDB) no segundo turno, na disputa mais acirrada do País. No pleito, marcado por troca de acusações por compra de votos, Campos perdeu por apenas 1.759 votos. Mas Anchieta teve o mandato cassado no TRE de Roraima na sexta-feira por usar uma rádio do governo na campanha. Campos, 64 anos, é apontado pelo Ministério Público como líder de grupo que criava falsas folhas de pagamento com funcionários-fantasmas. Na ação, os procuradores afirmam que o esquema pode ter desviado até R$ 230 milhões dos cofres públicos. Campos nega as acusações. Em agosto de 2010, ele renunciou ao mandato de deputado federal, no que foi considerado uma manobra para redistribuir a instâncias inferiores da Justiça processos contra ele que estavam para ser julgados no STF.
escolha sua cidade
Bauru
escolha outra cidade