Cairo - Organizadores dos protestos que derrubaram o presidente do Egito Hosni Mubarak informaram ontem que estavam formando um conselho para defender a revolução e negociar com o conselho militar que atualmente comanda o país. "O propósito do Conselho de Curadores é manter o diálogo com o conselho militar e levar a revolução adiante através de uma fase de transição", disse o acadêmico Khaled Abdel Qader Ouda, na Praça Tahrir."O conselho terá a autoridade para convocar protestos ou suspendê-los, dependendo de como a situação se desenvolver", disse. Ouda informou ainda que o conselho convocaria uma manifestação na próxima sexta-feira para comemorar o sucesso da revolução. O conselho terá cerca de 20 membros, incluindo organizadores de protestos, indivíduos proeminentes e líderes de todo o espectro político, disse. Contatos ainda estavam sendo feitos para conferir se alguns prováveis membros estavam prontos para se juntar à equipe. Autoridades disseram ontem que estavam investigando acusações contra o ex-primeiro-ministro, o ministro do Interior e o ministro das Informações, informou a televisão estatal. Viagens foram proibidas para o ex-premiê Ahmed Nazif e o ex-ministro do Interior Habib al-Adli, ambos demitidos por Hosni Mubarak antes de sua renúncia à Presidência. A proibição contra viagens também foi imposta sobre o ministro das Informações, Anas el-Fekky, que foi reconduzido ao cargo em um gabinete montado às pressas para satisfazer aos manifestantes.
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