Para fazer relações internacionais, é preciso gostar de história, geografia e inglês, certo? Mas não é só isso. Com a evolução das negociações comerciais feitas por empresas e governo brasileiros nos últimos anos, o aluno tem tido que mostrar afinidade também com matemática."Os primeiros cursos, na década de 1970, eram mais focados em política e diplomacia. Nos anos 2000, os negócios e as finanças cresceram em importância e influenciaram os currículos??, afirma Rodrigo Cintra, coordenador do curso de relações internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) de São Paulo. Segundo Cintra, profissionais de relações internacionais, sobretudo em São Paulo, têm sido cada vez mais contratados por empresas para conduzir negócios com outros países, a chamada diplomacia corporativa. Marcelo Korber, 22 anos, é um exemplo. Mal saiu da universidade, já está empregado numa consultoria de relação com investidores. Entre seus clientes, estão empresas chinesas. "O número de fusões e aquisições tem aumentado. Saber lidar com diferentes culturas é um diferencial.?? Ao ter contato com pessoas de outros países, é fundamental ter fluência em inglês - em escrita, leitura e fala. A habilidade será testada já ao longo do curso, quando o aluno terá de ler textos e assistir a aulas em inglês. Simone Azevedo, 28 anos, que hoje trabalha como gerente de projetos no Conselho Britânico em Brasília, fez um cronograma de estudos para reforçar seus conhecimentos em inglês e outras línguas. Ao longo do ano, ela tinha aulas particulares de uma língua. Nas férias, Simone fazia uma viagem de imersão e estudava um pouco mais. No fim de quatro anos, estudou inglês, espanhol, francês e italiano. "Esse plano me abriu portas. Fui trabalhar numa ONG em Ruanda só porque dominava inglês e francês.?? Eiiti Sato, coordenador do curso da Universidade de Brasília (UnB), o mais antigo do País, concorda, mas ressalva: "Saber inglês é importante, mas o mais importante é dominar o português??.____________________ Melhoria contínua: Empresas inteligentes
O sociólogo Pierre Bourdieu tinha razão. Ele dizia que "somos uma sociedade produtora de estresse". Eu acrescentaria: "consumidora também". Tem gente, nos dias atuais, que estranha um dia sem estresse. Dá impressão de que falta algo. Observe atentamente em seu trabalho, em casa, no trânsito. Sem querer generalizar, o estresse já está quase incorporado em nossa maneira de ser apressada, com raras exceções. Não tem sentido no Interior do Estado de São Paulo ver gente com jeitinho de paulistano. E tenho visto muita. É fato que pelos sintomas, mas não estamos na direção correta. Colocar uma vida ou parte dela na direção contrária à harmonia, ao equilíbrio, à paz, ao viver bem, que traz como consequência problemas de saúdes física e mental, não é fácil compreender. E acrescento: não existe nada que substitua a saúde. Sem sombra de dúvida isso tem a ver com ausência de discernimento e de bom senso. Não é verdade? Nessa linha de raciocínio, o que me intriga é saber que nos EUA, onde a renda per capita está entre as mais altas, o PIB é o maior do planeta, os índices de divórcios, neuroses, depressão, criminalidade e estresse aumentam constantemente. As instituições competentes daquele país não conseguem amenizar o desenvolvimento dessas anomalias. Lá o estresse é intenso e coletivo, envolvendo crianças e velhos. Tem muito jovem com gastrite devido às pressões descomunais nos ambientes escolar e empresarial. O medo coletivo de se tornar um perdedor, naquela sociedade preconceituosa, provoca desequilíbrios. O modelo da escola norte-americana prioriza com muita ênfase apenas o sucesso material e coloca em segundo plano outras riquezas, como moral e espiritual. É um sistema incompleto. Por outro lado, aqui no Brasil, percebo o surgimento de empresas éticas, que estão em ascensão e não abrem mão da paz e da qualidade de vida. São sustentáveis. Elas são diferenciadas e priorizam outro tipo de esforço: principalmente a utilização da criatividade, visando fazer mais com menos. Falam "não", sem titubear, para planejamentos atropelados. São amigos do tempo. Como o sucesso de um país não deve ser avaliado apenas pelo PIB, devem ser considerados índices sociais, o sucesso de uma empresa também deve ser avaliado não só pelo lucro, que é essencial, mas também pela qualidade de vida, paz, harmonia e felicidade da sua equipe. Nessa área é elogiável o trabalho que algumas revistas especializadas em negócio estão fazendo no País, visando estimular o mundo empresarial para indicadores saudáveis. Como exemplo, a pesquisa "150 melhores empresas para você trabalhar", da "Você S.A". e "Exame" de 2010, apontou, pelo quinto ano consecutivo, que a rentabilidade sobre patrimônio das 150 melhores empresas supera as 500 companhias maiores, publicadas pela revista "Exame". Todas elas têm programas de qualidade de vida. Todas afirmaram adotar práticas formais que visam ao maior equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Em todas elas os líderes são instruídos a monitorar o clima de suas equipes. Conclui-se com isso que, hoje em dia, qualidade de vida também dá lucro. Sem sombra de dúvida, são novos tempos mesmo. Davison de Lucas é diretor da M. Davison & Associados, consultor organizacional e palestrante.Site www.mdavison.com.br. Telefone (14) 3234-6684.
O sociólogo Pierre Bourdieu tinha razão. Ele dizia que "somos uma sociedade produtora de estresse". Eu acrescentaria: "consumidora também". Tem gente, nos dias atuais, que estranha um dia sem estresse. Dá impressão de que falta algo. Observe atentamente em seu trabalho, em casa, no trânsito. Sem querer generalizar, o estresse já está quase incorporado em nossa maneira de ser apressada, com raras exceções. Não tem sentido no Interior do Estado de São Paulo ver gente com jeitinho de paulistano. E tenho visto muita. É fato que pelos sintomas, mas não estamos na direção correta. Colocar uma vida ou parte dela na direção contrária à harmonia, ao equilíbrio, à paz, ao viver bem, que traz como consequência problemas de saúdes física e mental, não é fácil compreender. E acrescento: não existe nada que substitua a saúde. Sem sombra de dúvida isso tem a ver com ausência de discernimento e de bom senso. Não é verdade? Nessa linha de raciocínio, o que me intriga é saber que nos EUA, onde a renda per capita está entre as mais altas, o PIB é o maior do planeta, os índices de divórcios, neuroses, depressão, criminalidade e estresse aumentam constantemente. As instituições competentes daquele país não conseguem amenizar o desenvolvimento dessas anomalias. Lá o estresse é intenso e coletivo, envolvendo crianças e velhos. Tem muito jovem com gastrite devido às pressões descomunais nos ambientes escolar e empresarial. O medo coletivo de se tornar um perdedor, naquela sociedade preconceituosa, provoca desequilíbrios. O modelo da escola norte-americana prioriza com muita ênfase apenas o sucesso material e coloca em segundo plano outras riquezas, como moral e espiritual. É um sistema incompleto. Por outro lado, aqui no Brasil, percebo o surgimento de empresas éticas, que estão em ascensão e não abrem mão da paz e da qualidade de vida. São sustentáveis. Elas são diferenciadas e priorizam outro tipo de esforço: principalmente a utilização da criatividade, visando fazer mais com menos. Falam "não", sem titubear, para planejamentos atropelados. São amigos do tempo. Como o sucesso de um país não deve ser avaliado apenas pelo PIB, devem ser considerados índices sociais, o sucesso de uma empresa também deve ser avaliado não só pelo lucro, que é essencial, mas também pela qualidade de vida, paz, harmonia e felicidade da sua equipe. Nessa área é elogiável o trabalho que algumas revistas especializadas em negócio estão fazendo no País, visando estimular o mundo empresarial para indicadores saudáveis. Como exemplo, a pesquisa "150 melhores empresas para você trabalhar", da "Você S.A". e "Exame" de 2010, apontou, pelo quinto ano consecutivo, que a rentabilidade sobre patrimônio das 150 melhores empresas supera as 500 companhias maiores, publicadas pela revista "Exame". Todas elas têm programas de qualidade de vida. Todas afirmaram adotar práticas formais que visam ao maior equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Em todas elas os líderes são instruídos a monitorar o clima de suas equipes. Conclui-se com isso que, hoje em dia, qualidade de vida também dá lucro. Sem sombra de dúvida, são novos tempos mesmo. Davison de Lucas é diretor da M. Davison & Associados, consultor organizacional e palestrante.Site www.mdavison.com.br. Telefone (14) 3234-6684.