O titulo acima é de uma artigo da jornalista Afra Balazina, do jornal O Estado de S.Paulo, publicado no dia 10 de fevereiro de 2011. Baseando-se no primeiro inventário nacional de emissões veiculares, ela escreveu que: "O Diesel, usado principalmente no transporte de carga, é o combustível que mais tem colaborado para as emissões de dióxido de carbono (CO2) pelos escapamentos, o principal gás de efeito estufa no Brasil. Em 2009, o Diesel respondeu por 53% das emissões do transporte rodoviário do País, seguido pela gasolina, com 26%"... Pois bem, como se pode notar, o problema é nacional. Seria muito interessante que em Bauru fossem tomadas medidas para a resolução do problema. A grande maioria dos motores a diesel que mais poluem são os que equipam os veículos mais antigos, que se utilizam de sistemas mecânicos de alimentação. O problema é agravado devido a falta de conservação/manutenção. Aqui temos um ciclo vicioso. Quanto mais velho o veículo, menor manutenção recebe. Quanto menos manutenção recebe, mais velho fica. O resultado é a grande quantidade de poluentes jogados na atmosfera. Estes podem ser vistos na forma de fumaça densa e escura, chamados particulados, que muito mal causam ao sistema respiratório e para a saúde de forma geral. Experimente ficar em um local onde os veículos serão acelerados para retomar velocidade, uma lombada, por exemplo... É necessário que haja a fiscalização destes veículos, para que sejam devidamente reparados ou retirados de circulação. Aliás, não só estes, mas todos os que estiverem fora das normas de utilização. Aqui podemos citar como exemplo os veículos com motores de ciclo Otto (gasolina, álcool, gás). Quando seus motores estão "queimando óleo", a fumaça branca produzida polui mais intensamente do que a produzida pelo motor Diesel. Gases produzidos por óleos lubrificantes (fumaça branca) podem ser cancerígenos. Aliados a esta fumaça teremos também a presença de outros poluentes que têm a sua quantidade aumentada à medida que o motor envelhece. Leis para tal existem no Código de Trânsito Brasileiro.
O autor, prof. dr. Marcos Roberto Bormio, é livre docente, aposentado do Departamento. de Engenharia Mecânica, Faculdade de Engenharia da Unesp ? Bauru
O autor, prof. dr. Marcos Roberto Bormio, é livre docente, aposentado do Departamento. de Engenharia Mecânica, Faculdade de Engenharia da Unesp ? Bauru