Tribuna do Leitor

Secretaria Municipal de Saúde e a Política de Medicamentos


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 Mais uma vez o cidadão e a lei são ultrajados pela vergonhosa prática do ilusionismo e do faz de conta na política municipal. Estive quarta-Feira, dia 09/02,  na Secretaria Municipal de Saúde, tentando protocolar um ofício, onde solicito medicamentos para a manutenção de minha saúde, uma vez que estes não são encontrados nas farmácias municipais. Já havia ido no dia anterior e sido informado que este deveria ser entregue e analisado pelo Serviço Social. Foi o que fiz, sendo que neste ato a assistente social se recusou a recebê-lo, alegando haver na solicitação alguns medicamentos que são distribuídos nas farmácias. Sendo transplantado de fígado, diabético e hipertenso, utilizo inúmeros medicamentos, e medicamentos caros, fora do poder aquisitivo do aposentado brasileiro... Como não encontro estes medicamentos na rede pública, fui orientado a protocolar um ofício, solicitando estes fornecimentos à prefeitura e, mediante a recusa da citada Secretaria, entrar com uma ação na Justiça para obtê-los. Aí que se mostra a tática adotada pelo Município:- não ocorrendo a entrada do documento, não haverá a recusa e, consequentemente, não ocorrerá o processo. Isso é um flagrante desrespeito à lei a ao cidadão. Não creio que esta atitude proceda da assistente social que me atendeu, mas sim vem do secretário municipal de Saúde, que a recebe do prefeito municipal. Essa é a política e a prática. Agora, o contribuinte pagador de impostos é impedido até mesmo de buscar a lei que o ampara, uma vez que existe um caminho, um rito a ser seguido, exigido pelos magistrados. Não havendo a recusa, não ocorre o processo. Querem nos vencer pelo cansaço e pelas dificuldades. Não sabem estes magnânimos administradores da coisa pública que lutamos pela vida e, quem esta nesta situação, vai em busca de todos os caminhos existen-tes! Pretendo registrar um Boletim de Ocorrência de Preservação de Direitos e denunciar esta prática ao Ministério Público. Não podemos permitir que um órgão público tão importante para a sociedade seja usado de forma tão cruel, para prejudicar essa mesma sociedade. Que nós, eleitores, saibamos aprender com os erros, não mais colocando no Executivo administradores que não têm compromissos com as necessidades da população, afinal, saúde é prioridade ou não? Pensemos nisso.
João Carlos Amâncio Franco

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