Política

Gragnani troca governo por setor privado

Nelson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Amigo do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) e seu parceiro desde quando o chefe do Executivo exercia seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Bauru, Renato Gragnani Barbosa da Silva não será mais secretário de Administração a partir do final de semana. Ele pediu exoneração por aceitar um convite para atuar na área de direito ambiental, com a multinacional AES Eletropaulo.

O convite foi feito já em novembro passado, mas nesta semana Gragnani disse ao prefeito que não havia mais como esperar, senão perderia a oportunidade de trilhar carreira na área de formação em que se especializou durante o período em que permaneceu na Itália. "Saio da posição de gestor para atuar como empregado e deixo a carreira na área pública para me dedicar à oportunidade na área de direito ambiental, que já era meu objeto de estudo antes de assumir o desafio de ser secretário de Administração", aborda.

Será a 15ª substituição no primeiro escalão no governo Rodrigo Agostinho. A diferença é que todas as anteriores foram motivadas por desacertos no exercício da função. "Cumpri boa parte das metas que foram definidas com o prefeito e parto para o novo desafio dividido, mas acho que cumpri meu papel. Falta realizar a reforma administrativa, que demorou mais em razão da dificuldade que algumas pastas tiveram para elaborar seus estudos, e a revisão no estatuto dos servidores", aponta.

Além da oportunidade de atuar na área de direito ambiental, sua formação, Gragnani menciona que o atrativo da remuneração pesa. Aos 32 anos, ele deixa o governo local para uma oportunidade que lhe renderá mais do dobro dos R$ 7.100,00 pagos a um secretário municipal em Bauru. "O vencimento de R$ 7.100,00 bruto dificulta qualquer administrador a buscar no mercado diferentes opções para a passageira carreira no setor público. Temos bons profissionais, em diferentes áreas, que aceitam o desafio muito mais por já estarem com a carreira consolidada ou por ser uma oportunidade nova de aprendizado por um tempo determinado, do que por outro horizonte. O vencimento do secretário tem de ser repensado", opina.

Renato Gragnani elenca que realizou a fase de informatização dos empréstimos consignados na pasta que gerenciou, abriu os convênios para pouco mais de 10 instituições bancárias, realizou e concluiu os planos de cargos e salários do governo, migrou o vale-refeição do papel para o cartão, para gerar maior segurança e monitoramento, auditou o setor (com procedimento que está há mais de dois anos esperando solução na Corregedoria Municipal) e promoveu contratações, como os médicos de segurança do trabalho.

"A criação de uma área de licitação, com almoxarifado para a Educação, vai aliviar a demanda no setor da Administração em 40% do volume atual, gerando maios agilidade. Acho que o perfil mais adequado para a secretaria que dá suporte para o prefeito é técnico, mas ele é quem decide", comentou, sem dar pistas sobre o sucessor. Ontem à noite, Agostinho disse que pode fechar hoje a indicação do substituto. "Torço para que o Renato Gragnani seja feliz em sua nova jornada e desafio e que cresça profissionalmente, como aconteceu no governo. Ele conduziu muito bem o Plano de Cargos, promovendo avanços significativos na área do servidor. Ele cumpriu muito bem seu papel", abordou o prefeito.

Comentários

Comentários