Brasília - Na véspera da votação do projeto que eleva o salário mínimo, representantes de seis centrais sindicais defenderam ontem no plenário da Câmara dos Deputados reajuste superior a R$ 545,00. Um dos principais argumentos dos sindicalistas para elevar o valor a R$ 560,00 foi o de que ele representa uma moeda de 50 centavos por dia em relação ao valor defendido pelo governo. "Nós estamos falando de R$ 560,00. R$ 560,00 são R$ 15,00 a mais por mês. Por dia dá exatamente essa moedinha aqui de 50 centavos. É isso, Mantega, que nós estamos pedindo para dar de aumento aos trabalhadores do Brasil", disse o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, mostrando uma moeda. Inicialmente, as centrais reivindicavam R$ 580,00. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva, sustentou a necessidade de valorizar o mínimo. "Continuamos mantendo a proposta de valorização e não apenas de recuperação pela inflação", disse. A proposta do governo leva em conta apenas reajuste pelo INPC de 6,47%, mais arredondamento. Rebatendo argumento do governo de que um aumento maior pode gerar expectativa de inflação, disse que "nós não estamos vivendo inflação de demanda no Brasil".
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