Leitores, venho através dessa estender o convite feito pela leitora Silvia Ferreira (16.02.11) ao leitor Cleuder Tadeu da Graça Leite (15.02.11), porém convidando-a para passar uns dias nas adjacências da avenida Getulio Vargas, para saber do que foi realmente falado durante a semana nas cartas ao jornal. Complementando a carta do leitor Cleuder, não somente de menos favorecidos vive a realidade dos finais de semana na avenida Getúlio Vargas, filinhos de papai, com seus carros importados e sons absurdamente altos, ficam parados disputando quem tem o som mais alto em frente de casas de pessoas que mesmo sendo da Zona Sul trabalham, estudam, pagam impostos, tem filhos, famílias, pessoas idosas e merecem o referido descanso (pra não dizer respeito), pelo menos aos finais de semana. Convido também, caso não queira morar, a pelo menos passear pela avenida e suas adjacências nos finais de semana para ver jovens jogados ao chão com garrafas de bebidas e sabe-se lá se ocorre ou não tam-bém o uso de drogas. Convido também para ver os bandos que saem do shopping aos finais de semana (me recuso a defini-los como grupo, porque agem como bandos), que andam pela rua, achando que são os donos da mesma, gritando, chutando portões, lixo, fazendo algazarra. Convido também para ler o jornal e ver que ausências ocorrem tanto na zona sul, zona norte, zona oeste, nordeste, centro oeste, e seja lá qual for a zona que queira, sofremos também com a falta de ação da polícia, sofremos também com o lixo que se espalha, mas somos todos moradores de uma só Bauru, e só estamos utilizando o espaço para relatar os problemas que aqui nós vivemos. Voltando ao final de sua carta, aonde se refere que pobreza não é crime, eu concordo com você em gênero, número e grau, mesmo porque os criminosos não são exclusivos de uma ou outra classe social, mas o problema relatado não se refere somente à criminalidade, refere-se a berço, a educação, respeito, cidadania, que também independem de classe so-cial.
Karina Tafner Moysés