O “politicamente correto”, que em geral pode ser traduzido por fazer o que a maioria deseja e quase sempre é o melhor, deve, por vezes, passar por uma análise qualitativa, porque a multidão ensandecida ou a turba manipulada ao contrário perde a razão, o que prova que o politicamente correto nem sempre é o “verdadeiramente” correto.É o que podemos ver em Bauru na atual presidência da Câmara. Muito se fala de Roberval Sakai devido exatamente a este quesito que avalia suas atitudes em relação a se posicionar contra algumas demandas do movimento gay e como isso atraiu o patrulhamento e ira deste ativo movimento, sob a alegação do politicamente correto. Se fizermos uma análise, o vereador apenas reflete a forma de pensar de seus eleitores, ou seja, manifesta uma coerência que constantemente é cobrada dos políticos - a de honrar o mandato que receberam e, neste caso, seria bem mais fácil ser “bonzinho” e votar demagogicamente com a maioria e não pagar o preço de votar com a sua consciência e de acordo com o pensamento dos que o elegeram. Estas posições que deveriam ser democraticamente respeitadas como representante de uma importante vertente de opiniões, mesmo que dela discordemos, é na verdade execrada pelos ativistas que exercem uma espécie de “terrorismo político” usando o opositor de exemplo para que outros não ou-sem discordar desta maioria organizada. E aí todas as atitudes do vereador passam a ser questionadas, como por exemplo a utilização de espaço público, que não foi pago pelo erário e é direito de qualquer cidadão requerer junto à Emdurb. Aliás, como fazem as rádios, estas, ao contrário, de maneira gratuita. Para Sakai, isso vira um pseudoescândalo. E indicações para cargos ou a destituição deles realizadas por companheiros de bancada são atribuídas ao vereador e por aí vai, sem que as razões dele tenham a mesma visibilidade de seus algozes, constituindo desta feita uma nova modalidade de ditadura - a do politicamente correto.
Márcio M. Carvalho
Márcio M. Carvalho