Política

Sinserm vai pedir 35% de reajuste

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Os servidores municipais se reuniram em assembleia no final da tarde de ontem para decidir a pauta de reivindicações para a campanha salarial da categoria. De acordo com Sandro Fernandes, advogado do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm), a assembleia definiu defesa de reajuste salarial de 35%, levando-se em conta o que o servidor já obteve com o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) aprovado em 2010. A derrubada do teto salarial para obtenção de vale-transporte e vale-refeição, além do aumento de R$ 100,00 no vale-alimentação também fazem parte na pauta.

De acordo com o Sinserm, a assembleia reuniu cerca de 80 pessoas em sua sede, no Centro. "Reconhecido que houve melhora no salário para alguns servidores, a assembleia autorizou o abatimento do que foi obtido, com o limite de 15% no mínimo, no reajuste. Ou seja, se no PCCS o servidor teve 5% de aumento, a reivindicação é que ele tenha 30% de reajuste?", explica Sandro.

Ele também questiona a abrangência do PCCS. "A prefeitura informa que apenas 200 servidores não tiveram nenhum tipo de reajuste com o plano. Mas não foi só isso", pontua.

Outro ponto que será levado à mesa de discussão é a derrubada do teto para os vales transporte e refeição. "Queremos que todos os servidores recebem vale-refeição e que o valor calculado por refeição passe de R$ 6,00 para R$ 12,00. Além disso, entendemos que todos os servidores que se utilizam do transporte coletivo devem receber vale-transporte", afirma o advogado.

Sandro também ressalta que será exigido o pagamento retroativo dos benefícios aos servidores que perderam esses vales por conta de aumento salarial com os planos. "Conforme o prometido pelo Renato Gragnani em mesa de discussão", pontua. No vale-compra, o Sinserm vai reivindicar um aumento de R$ 100,00. "Atualmente, o que é pago, R$ 210,00, é muito defasado", avalia.

A assembleia também aprovou voto de repúdio à iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde de abrir contratação de oferta de serviços para os plantões no Pronto-Socorro da Bela Vista. "Também aprovou a iniciativa do sindicato levar a denúncia ao Ministério Público, uma vez que atendimento na saúde é atividade permanente da prefeitura e, por lei, não pode ser terceirizada", ressalta.

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