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Sorocaba tem maior chuva em 24 anos

Folhapress
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Sorocaba - A chuva que atingiu Sorocaba (249 km de Bauru), entre a noite de anteontem e a madrugada de ontem, foi a maior dos últimos 24 anos, de acordo com a Defesa Civil. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 164,4 milímetros acumulados de chuva num período de 24 horas, mas o pluviômetro instalado na prefeitura da cidade acumulou 150 mm em apenas quatro horas. Volume maior só havia caído em 1987. A quantidade de chuva foi excepcional, segundo o Inmet, e superou até a média de todo mês de fevereiro, que é de 153 milímetros.

Sorocaba, de 583 mil habitantes, sucumbiu sob o temporal. O rio Sorocaba transbordou e cerca de 400 casas ficaram alagadas em 11 bairros. Apenas no Jardim Abaeté, na margem do rio, 300 imóveis foram inundados. Apesar do nível da água ter atingido até 1,10 metro, a maioria dos moradores permaneceu nas casas alagadas. No Jardim Santo André II, 30 famílias foram removidas. O prefeito Vitor Lippi (PSDB), que acompanhou o socorro aos desalojados durante a madrugada, disse que, apesar dos estragos, não houve vítimas.

O temporal derrubou árvores, destruiu ruas e causou a queda de muros. A Avenida Itavuvu, principal acesso à zona norte, sofreu afundamentos e foi interditada nos dois sentidos. Na região da Vila Rica, um córrego saiu do leito e a correnteza arrastou três carros - dois ficaram empilhados. Uma ponte foi levada pelas águas. A casa de bombas do sistema de captação da Estação de Tratamento de Água do Éden foi inundada e a unidade parou de funcionar. Quatro bairros da região leste estavam sem abastecimento ontem. Equipes da prefeitura distribuíram alimentos e roupas de cama às famílias atingidas pela enchente.


Granizo na Capital


As pancadas de chuva que atingiram diversas regiões da cidade de São Paulo colocaram toda a cidade em estado de atenção na tarde de ontem e causaram diversos pontos de alagamento na cidade, além de queda de granizo. Por volta das 18h, porém, havia registro apenas de chuva leve em pontos isolados. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da prefeitura, retirou o estado de atenção que havia decretado.

A escala usada pelo órgão passa por observação (condições normais), atenção (possibilidade de alagamentos), alerta (transbordamento de rios e córregos) e alerta máximo (estado de calamidade pública). Pelos registros da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a chuva deixava, no horário, sete pontos de alagamento, todos transitáveis.

Segundo relatos recebidos pelo CGE, houve queda de granizo no Tremembé às 14h45, em São Miguel Paulista às 16h05, na Consolação às 16h50 e na Vila Galvão, em Guarulhos, às 15h50.

Na região metropolitana, chovia em Guarulhos, Mairiporã, Ferraz de Vasconcelos e Suzano. Por volta das 16h, o aeroporto de Guarulhos registrou pancadas de chuva forte acompanhadas de rajadas de vento 60 km/h.

De acordo com os meteorologistas do CGE, a chuva foi provocada por áreas de instabilidade formadas no interior do Estado, associadas ao tempo quente.

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