Até o momento, 3.500 servidores estão recebendo vencimentos reajustados pelos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCSs) aprovados no último ano. A única pasta que ainda não aplicou o plano é a de Educação, que começará a implantar o novo sistema no dia 1º de março. Na Saúde, 26% dos servidores tiveram reajuste entre 21% a 30% no salário. Já nas demais secretarias, excluindo a Educação, 19% dos trabalhadores viram seus vencimentos subir de 11% a 15%. Na contramão, 265 servidores da prefeitura não tiveram nenhum aumento.
O dado mais expressivo, em quantificação, na aplicação do plano de cargos, entretanto, é que 947 servidores tiveram aumento em seus vencimentos entre 11% a 20%. São 179 da Saúde e 768 das demais pastas. Isso representa pelo menos 20% de todo o quadro, sempre lembrando que nesta conta a Educação está de fora.
Cerca de 1.000 servidores da Secretaria municipal de Saúde entraram no PCCS da pasta. Os funcionários de setores administrativos, por exemplo, foram englobados no plano geral das demais secretarias. De acordo com o secretário municipal de Administração, Renato Gragnani, que deixa a pasta neste sábado, para trabalhar na iniciativa privada o plano ofereceu aumento escalonado aos servidores. "Os vencimentos estavam muito defasados na esfera municipal. Agora, além do reajuste, os servidores têm a oportunidade de evoluir na carreira", pontua.
Ainda assim, 59 trabalhadores da área não tiveram um centavo de aumento. Eles correspondem a 5,82% do total de trabalhadores da pasta. Já 113 servidores tiveram os vencimentos reajustados em menos de 10%. Eles correspondem a pouco mais de 15% dos 1.013 trabalhadores que estão no PCCS da Saúde, que passou a vigorar em novembro passado.
Nas demais secretarias municipais, sempre excluindo a Educação, 206 servidores empataram no antes e depois do plano, isso corresponde a 9,16% do total.
De acordo com o secretário, desses 206 servidores, 125 pertenciam ao Pronto-Socorro Central e recebiam 125% como adicional de condições adversas e 20% de abono salarial. Além disso, 58 são motoristas admitidos recentemente na prefeitura e recebiam 50% de produtividade do cargo, mais 30% de adicional de área mecânica e 20% de abono salarial.
Outros 15 servidores correspondem aos vigias que recebiam, além do abono geral de 20%, os 30% de condições adversas e 20% de adicional referente ao cargo. Quatro são ajudantes gerais que ganhavam 505 a mais por condições adversas e os 20% do abono salarial. Por fim, quatro serralheiros que ganhavam os 30% a mais por atuar na área mecânica, além do abono.
"Nenhum desses servidores tiveram prejuízos financeiros, em razão da complementação de salário a título de vantagem de ordem pessoal que também será considerado para efeito de aposentadoria", explica o secretário.
Efeito geral
Entre os cerca de 2.400 servidores da administração geral, as faixas de reajuste foram distribuídas. Pouco mais de 600, cerca de 25%, tiveram reajuste menor de 10%. A maior parte dos servidores, 19,7% tiveram aumento de 11% a 15% com o enquadramento no PCCS.
O levantamento foi realizado a pedido do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm), que queria saber qual foi o real impacto do plano nos vencimentos dos cerca de 5.300 trabalhadores da prefeitura. O sindicato tinha a suspeita que o PCCS não teria trazido benefícios à maioria dos servidores. "Vamos tranquilos para as discussões da data base, pois podemos verificar que os planos trouxeram um grande avanço na área do funcionalismo municipal", pontua Gragnani.
Áreas
De acordo com o secretário de Administração, Renato Gragnani, a maioria do reajuste foi concedido às camadas intermediárias e de base na grade salarial da prefeitura. "Mas especialistas de governo, como auditores fiscais tributários, procuradores jurídicos e médicos, foram bastante valorizados. Os engenheiros e arquitetos também tiveram bom avanço e estão ganhando muito próximo aos secretários", garante.
"A grande maioria do reajuste se enquadra em 15%. Agora, vamos trabalhar junto com a Secretaria Municipal de Finanças, para readequar o teto dos vales transporte e refeição", observa. Em assembleia realizada anteontem no Sinserm, foi definida a defesa de reajuste salarial de 35%, levando-se em conta o que o servidor já obteve com o PCCS aprovado em 2010.