Política

Servidores operacionais cobram prefeito

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Funcionários do Departamento de Apoio Operacional (DAO), da Secretaria de Obras da Prefeitura de Bauru, se reuniram com o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) ontem pela manhã, para discutir a perda de benefícios, como o vale transporte e o tíquete refeição, por parte de alguns trabalhadores, após a implementação do Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS) da Administração.

O prefeito foi ao local e discutiu as demandas com a categoria, no encontro mediado através do vereador Roque Ferreira (PT). A principal reclamação se dá pela perda do tíquete refeição e do vale transporte por parte dos servidores que tiveram aumento no salário bruto após a aprovação do PCCS, no final do ano passado, e ultrapassaram a faixa salarial de corte para receber os benefícios, que é de R$ 1.113,40 no caso do vale transporte e R$ 1.150,00 para o tíquete alimentação.

Além de funcionários do DAO, servidores da Usina de Asfalto, Almoxarifado, Vigias, Merendeiras, auxiliares de creche, motoristas e outras categorias foram afetados pelas mudanças. Trabalhadores receberam aumentos reais que variam de R$ 20,00 a R$ 40,00 perderam os benefícios que garantiam alimentação e transporte.

O Executivo prometeu mudar o parâmetro em lei para o retorno dos benefícios. Mas os trabalhadores reivindicam retroativos. A diretora do Sindicato dos Servidores, Idelma Corral, criticou a situação. "O aumento é irrisório, pois o abono que eles já recebiam foi incorporado ao salário. Em muitos casos, nada mudou em relação ao que os servidores recebiam antes do PCCS e, mesmo assim, saíram prejudicados com a perda dos benefícios", aponta.

Segundo Idelma, esse problema já havia sido apontado antes da aprovação do PCCS. "O então secretário da Administração, Renato Gragnani, se comprometeu a enviar projeto a Câmara para que esses servidores não fossem prejudicados. No entanto, isso não aconteceu e ele adiou diversas reuniões que marcamos para discutir essas e outras questões emergenciais. A paralisação de hoje foi uma forma de fazermos pressão", afirma.

O prefeito Rodrigo Agostinho esteve no local e conversou com os servidores. Ele alegou que, no mês de março, quando ocorre a data-base, a administração vai aumentar o teto salarial para o recebimento dos benefícios reivindicados. "Não houve paralisação, nem greve. Aconteceu apenas uma reunião com os trabalhadores para discutirmos algumas questões do PCCS", argumenta Agostinho.


Instalações


Os servidores do DAO cobraram do prefeito Rodrigo Agostinho agilidade na finalização das obras de construção do refeitório e dos novos banheiros para o local de trabalho. Segundo o Sinserm, a obra, realizada pela própria prefeitura, é constantemente paralisada. O prefeito alega que houve atraso na entrega de material e que o refeitório deve ser concluído neste ano.

Na pauta de discussões também estiveram problemas com uniformes de funcionários, além da falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) no setor de borracharia. "No meio do ano passado, fizemos trabalho de fiscalização e apontamos algumas irregularidades. Alguns pontos foram sanados e outros, ainda não", aponta a diretora do sindicato.

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