Bairros

Bairros da zona norte ficam sem água

Da Redação
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No início da tarde de ontem, servidores da Divisão de Produção e Reservação de Água do Departamento de Água e Esgoto (DAE) constataram que a bomba do poço Beija-Flor, localizado na quadra 1 da rua Alexandre Jorge Nasralla, no Núcleo Beija-Flor, estava queimada. Por esse motivo, o abastecimento está prejudicado em alguns bairros da zona norte de Bauru.

O setor de eletromecânica da autarquia trabalhou ontem para fazer a substituição da bomba até que seja identificada e sanada a causa do problema. Entre os bairros que deverão ser afetados com falta de água ainda hoje estão Parque City, Novo Jardim Pagani, Parque Santa Cecília, Parque São Geraldo, Jardim Godoy, Jardim TV, e Vila Garcia.

O poço Beija-Flor (UP-18), juntamente com os poços Lotes Urbanizados, Mary Dota, Gasparini e Santa Cecília, faz parte do complexo de poços que abastece a zona norte do município. A Divisão de Produção do DAE acredita que o sistema de distribuição de água nos bairros afetados esteja normalizado durante a madrugada desta sexta-feira.

Segundo informações apuradas pela reportagem do JC, a bomba do poço Beija-Flor havia sido trocada em abril do ano passado. Em média, a vida útil de um poço como esse é de, no mínimo, dois anos. Portanto, o diagnóstico dos técnicos do DAE será importante para, inclusive, verificar eventual falha no procedimento de instalação da bomba.

O DAE ressalta a importância das caixas d?água nos imóveis, solicita economia de água aos consumidores da região norte da cidade e coloca à disposição caminhões-pipa através do telefone 0800-771-0195, caso necessário.

Recorrente

Conforme divulgado pelo JC, em dezembro do ano passado os moradores da parte baixa do Núcleo Beija-Flor também sofreram com falta de água. Na ocasião, o DAE informou que os problemas no abastecimento estariam ocorrendo devido aos chamados "piscas", que são interrupções rápidas - às vezes de alguns segundos - de energia.

Como os poços profundos do DAE não são informatizados, quando cai a energia a bomba deixa de captar água e, portanto, de abastecer o reservatório. Como o consumo de água continua em seu ritmo natural, começa a faltar água em algumas regiões abastecidas por aquele poço.

O problema só é descoberto quando o funcionário da autarquia que inspeciona os 28 poços profundos da cidade chega ao que está com a bomba desligada ou mesmo quando os moradores começam a reclamar de falta de água.

No domingo e segunda-feira desta semana, um processo de erosão e assoreamento às margens do rio Batalha - possivelmente agravado pela chuva do último sábado -, prejudicou moradores de bairros das regiões sul e central da cidade, como Jardim Estoril, Altos da Cidade, Vila Falcão, Jardim Bela Vista e Jardim Ouro Verde.

Além da redução do produção pela metade na Estação de Tratamento de Água (ETA) do DAE, muitos consumidores reclamaram da água barrenta ao abrir as torneiras.

No início de janeiro deste ano, um problema na guilhotina de um dos registros da ETA localizada no Jardim Ferraz afetou o abastecimento de água de aproximadamente 9 mil pessoas. Alguns dias depois, os cerca de 3.100 moradores do Núcleo Octávio Rasi também tiveram problemas depois que a bomba do poço ficou submersa em função das forte chuvas e acabou sugando água barrenta arrastada pelas enxurradas.

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