Lendo a tribuna do leitor na edição de terça-feira (22/02), li a carta da sra. Maria Helena, onde ela compara o problema do barulho na Getúlio Vargas com o barulho de templos religiosos e e até me surpreendeu a demora em alguém pegar uma carona e a-proveitar para começar os ataques às igrejas. Eu também tenho acompanhado a dificuldade dos moradores da região da Getúlio e sou solidário a eles, mas vi um certo equívoco nessa comparação com os templos religiosos. A reclamação da Getúlio salienta que o barulho acontece depois das 22h, e até onde sei os cultos religiosos noturnos tem início por volta das 19h, onde é desenvolvida a parte musical desses cultos. Quanto ao alvará necessário ao bares (alguns, em sua maioria, normalmente executam música além das 22h), infelizmente vou ter que contrariar o pedido de não citar a liberdade religiosa, mas é essa liberdade constitucional que libera os templos dessa obrigação, pois a utilização de músicas e instrumentos musicais fazem parte do rito religioso.
Vale ainda ressaltar que os templos religiosos, independentemente da bandeira que carregam, têm servido para desenvolver um importante trabalho social em nossa cidade, pois esses locais são repletos de programas de auxílio para dependentes químicos, programas de incentivo ao bom ambiente familiar etc. Mas também sou solidário à dificuldade que a sra expôs e gostaria de oferecer-lhe uma dica: procure o responsável pelo templo que citou e detalhe a ele as suas dificuldades, principalmente em relação ao "roqueiro frustrado". Tenho certeza que tentarão uma solução para atendê-la, pois acredito muito que a sra. estará lidando com uma pessoa não alcoolizada, não alterada quimicamente e que tentará demonstrar o principal ensinamento Cristão: o Amor ao próximo. Por favor, faça contato com as pessoas desse templo e depois nos diga, através da Tribuna, qual foi o resultado. Boa sorte.
Rodrigo Brito