Internacional

Pelo Facebook, centenas preparam protesto na Arábia; rei anuncia benefícios


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Dubai - Centenas de pessoas aderiram a uma campanha no Facebook pela realização de um "dia de fúria" no mês que vem na Arábia Saudita, a fim de exigir eleições, liberdades para as mulheres e libertação de presos políticos. Até ontem de manhã, mais de 460 pessoas haviam aderido ao protesto convocado para 11 de março no reino, que é o maior exportador mundial de petróleo e tem uma monarquia absolutista.

É impossível verificar, no entanto, quantas dessas pessoas estão na Arábia Saudita, e se o protesto irá de fato ocorrer.

As rebeliões árabes que derrubaram líderes na Tunísia e Egito foram iniciadas por jovens que se mobilizavam por redes sociais, mas ativistas na Arábia Saudita disseram que uma recente convocação pela internet para protestos em Riad não conseguiu levar ninguém às ruas.


Rei volta


O rei Abdullah, da Arábia Saudita, retornou ao país após três meses em tratamentos médicos no exterior e anunciou uma série de benefícios para os sauditas. O valor estimado do pacote, US$ 35 bilhões.

O plano bilionário pretende diminuir a taxa de inflação, ajudar a população desempregada e fazer com que as famílias tenham condições de comprar casa própria. E, claro, aplacar as chances de a onda de revoltas chegar ao país.


Egito


No Egito, os novos ministros se reuniram com as forças de segurança pela primeira vez. A Irmandade Muçulmana e outros grupos políticos contestaram a escolha dos integrantes do governo com a acusação de que ainda existem nomes sob influência de Hosni Mubarak.

Os opositores liderados pela Irmandade convocaram um milhão de egípcios para uma marcha hoje.


Bahrein


O governo bareinita libertou ontem 23 acusados de tentar derrubar a monarquia que vigora na ilha.

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