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Segurança pública e trote solidário

Gino Crês
| Tempo de leitura: 2 min

O JC, na sua missão de bem informar, vem divulgando matéria quase diária sobre a violência nos seus vários aspectos em nossa ci-dade. Tem dado destaque à coluna do leitor, onde moradores da Avenida Getúlio Vargas e adjacências reclamam dos assaltos que crescem dia a dia. Percebe-se que as pessoas estão com medo uma das outras. Todos andam desconfiadas e temendo encontrar um possível agressor em qualquer desconhecido. A vida assim se torna muito difícil. Quase não se pode mais fazer o bem, sorrir para as pessoas, oferecer-lhes uma carona, parar para dar uma informação. Teme-se a cada instante uma reação violenta.

É preciso dizer não à violência! É preciso voltar a acreditar nas pessoas. É preciso desarmar a cintura e o coração. Não é comprando uma arma que se aumenta a segurança: é podendo estender a mão desarmada a qualquer pessoa. Grades, sistemas eletrônicos avançados de proteção, condomínios fechados, empresas de segurança já não garantem total proteção às pessoas.

A Segurança pública é questão que afeta a todos. É uma questão de justiça e, portanto, algo que preocupa a vida humana nas suas mais variadas situações.

Se quisermos viver em um mundo mais seguro, devemos fazer algo para que este mundo se torne mais justo; para isso é necessário investir em educação. Educação de verdade!

Educação capaz de transformar o coração humano para que ele deixe seu egoísmo e autossuficiência e se abra ao reconhecimento do outro como um igual. Os meios de comunicação, os educadores, os homens públicos devem expressar sempre conceitos contra o ódio, a violência e o medo.

Por outro lado, felizmente, num cima de intensa alegria, estamos vivendo o fecundo tempo da solidariedade. Segundo o jornalista Vinicius Lousada, e o colunista social, Robero Rufino, As Faculdades Integradas de Bauru (Agronomia), abolindo o trote tradicional, movido a churrascos e "chopadas", gerando problemas para o aluno e para a instituição, promoverão uma edição do Trote Solidariedade, visando beneficiar com a arrecadação de um almoço , no dia 27/02, o Lar Escola Rafael Maurício.

É do nosso conhecimento que as Universidades (Unesp e USP), neste ano, também receberam seus calouros com muito respeito e amizade, estimulando-os à coleta de alimentos, roupas e até medicamentos às famílias mais carentes de nossa cidade.

Não havia dúvida de que urgiam certas mudanças na organização destes trotes.

É inadmissível que atos de violência e selvageria nos trotes dos calouros das faculdades aconteçam justamente nos ambientes onde a educação, a tolerância, a solidariedade e o respeito às idéias e à pessoa do outro devem prevalecer.

O autor, Gino Crês, é professor

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