JC Criança

Prêmio das Crianças do Mundo

Da Redação
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Estão abertas as inscrições para escolas associadas que quiserem participar da 11ª edição do Prêmio das Crianças do Mundo. O propósito da iniciativa é estimular o respeito aos direitos das crianças, além de promover intercâmbio humanitário de diferentes culturas.

Estudantes de 10 a 17 anos são convidados a abraçar a iniciativa, que anualmente promove as histórias de pessoas que dedicam suas vidas em prol dos direitos das crianças e adolescentes. No Brasil, o Prêmio conta com a parceria dos portais de educação da Positivo Informática: o Educacional (www.educacional.com.br), que atende escolas particulares, o Aprende Brasil (www. aprendebrasil.com.br), criado para as secretarias de Educação e suas escolas e o Portal Positivo (www.portalpositivo.com.br), aberto a todas as escolas usuárias do Sistema Positivo de Ensino. Juntos, os estudantes de vários países vão eleger o seu representante pelos Direitos das Crianças. Logo na primeira participação, as escolas recebem da Fundação Prêmio das Crianças do Mundo, um certificado de "Amiga Mundial da Criança".

Antes da votação, os alunos encontram nos portais um espaço aberto para debater temas sobre a defesa dos direitos das crianças e adolescentes que, muitas vezes, sentem que não têm a quem recorrer.

Aí entram os muitos voluntários que não medem esforços na tentativa de acabar com a escravidão, prostituição infantil, tráfico de pessoas, agressões, entre outras histórias, infelizmente comuns, que demonstram claramente o quanto ainda é preciso evoluir na questão dos direitos das crianças e adolescentes.

Do lado dos estudantes, a motivação maior é conhecer as histórias dos indicados, seus países de origem, cultura, e dessa forma compreenderem como ações aparentemente pequenas podem mudar a vida de milhares de pessoas em todo o mundo. As escolas têm à disposição uma página, criada nos portais educacionais da Positivo Informática, com informações sobre o prêmio e edições passadas.

Em 2011, os indicados ao prêmio são Cecilia Flores-Oebanda, das Filipinas; Monira Rahman, de Bangladesh; Murhabazi Namegabe, da República Democrática do Congo.


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História

O Prêmio das Crianças do Mundo foi criado em 2000 e é administrado pela Fundação Prêmio das Crianças do Mundo (www.worldschildrensprize.org), uma instituição sueca, sediada na cidade de Mariefred.

A Rainha Sílvia, madrinha da iniciativa, participa pessoalmente da cerimônia de premiação, realizada todos os anos na Suécia.

Para quem não sabe, a Rainha Sílvia tem vínculos diretos com o Brasil. É filha de brasileira e viveu em São Paulo dos 4 aos 13 anos de idade.

Em 2010, para comemorar uma década do Prêmio das Crianças do Mundo e os 20 anos da Convenção da Criança da ONU, os indicados para votação foram os dez vencedores de todas as edições anteriores. Nelson Mandela e sua esposa Graça Machel foram eleitos os Heróis dos Direitos das Crianças da Década, ele por lutar pelos direitos de igualdade para todas as crianças da África do Sul e ela por trabalhar pelos direitos das crianças vulneráveis de Moçambique, em especial das meninas.


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Os candidatos

º Cecilia Flores- Oebanda - Filipinas

Luta há 20 anos contra o trabalho infantil e o tráfico humano. Fundou a organização Fórum Visayan, que salvou dezenas de milhares de meninas do trabalho escravo e do tráfico humano. A ONG realiza trabalho preventivo em áreas rurais e cidades para impedir que crianças sejam exploradas. Cecilia influenciou a legislação nas Filipinas e em todo o mundo para melhorar a proteção à criança.

º Monira Rahman - Bangladesh

Luta para colocar um fim na violência com ácido e gasolina em Bangladesh. O motivo dos ataques contra mulheres geralmente é ciúme e contra os homens a disputa por terra. Os ataques com ácido eram comuns, mas ninguém sabia disso e a imprensa não mostrava. Para mudar esta realidade, fundou a ASF (Acid Survivors Foundation ? Fundação dos Sobreviventes do Ácido), em 1999. Antes da fundação havia mais de um ataque com ácido por dia em Bangladesh. Com o trabalho de Monira esse número caiu pela metade e o objetivo é zerar os ataques até 2015. ASF ajuda os sobreviventes a terem uma vida ativa, com dignidade. Os próprios sobreviventes se tornam os maiores ativistas da causa contra esse tipo de violência.


º Murhabazi Namegabe

Luta há mais de 20 anos em prol das crianças da República Democrática do Congo, país devastado pela guerra. Desde 1989, Murhabazi, por meio de sua organização, a BVES, libertou mais de 4.000 soldados-crianças e mais de 4.500 meninas abusadas sexualmente por grupos armados. Seus 35 lares e escolas já cuidaram de 4.600 crianças refugiadas, abandonadas, oferecendo comida, roupas, um lar, cuidados médicos, terapia, oportunidade de ir à escola, segurança e amor a crianças que estão entre as mais vulneráveis do mundo. A maioria das crianças volta para suas famílias. Muitos são contra a luta de Murhabazi. Ele já foi preso, espancado e recebe ameaças de morte constantes. Sete de seus companheiros de trabalho já foram mortos.

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