Porto Alegre - O escritor e colunista da Folha Moacyr Scliar morreu na madrugada de ontem aos 73 anos, em Porto Alegre.
O Hospital das Clínicas de Porto Alegre anunciou que Scliar morreu por volta da 1 hora de ontem, por falência múltipla de órgãos. O autor estava internado desde janeiro por conta de um acidente vascular cerebral isquêmico.
Scliar, que deixa mulher, filho e netos, está sendo velado na Assembleia Legislativa do RS e deve ser sepultado hoje, às 11h, no Cemitério Israelita de Porto Alegre.
Vida e obras
Autor de mais de 70 livros e traduzido para mais de 40 idiomas, o porto-alegrense Scliar era reverenciado na sua terra natal, na qual cresceu em bairro da comunidade judaica. Formou-se médico e se especializou em saúde pública.
Ganhou importantes prêmios no Brasil e no exterior, como o Jabuti (quatro vezes) e pertencia, desde 2003, à Academia Brasileira de Letras. Entre seus livros, destacam-se títulos como "O Centauro no Jardim", obra de temática judaica, "Sonhos Tropicais", romance sobre o sanitarista Oswaldo Cruz, "O Exército de um Homem Só" e "A Majestade do Xingu".
Desde 1993, publicava em sua coluna na Folha sátiras baseadas em matérias veiculadas pelo jornal.
Velório
Presente ao velório, o governador Tarso Genro (PT-RS) anunciou a criação de um prêmio literário que levará o nome do autor. O velório reuniu personalidades do mundo literário. Entre as coroas de flores, estava a da presidente Dilma Rousseff.
Dilma divulga nota de pesar
A presidente Dilma Rousseff divulgou ontem nota de pesar pela morte do escritor Moacyr Scliar.
Na nota, a presidente lamenta a morte e diz: "recebi com muito pesar a notícia da morte de Moacyr Scliar, um dos mais respeitados escritores do nosso País... Scliar foi um ícone da literatura gaúcha, brasileira e latino-americana... É com tristeza que nos despedimos desse mestre da nossa literatura", completa Dilma.