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Alexandre Zambonaro vem a Bauru para a audiência de testemunhas de acusação

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Oito meses depois de ser encarcerado na Penitenciária de Tremembé 2, no Vale do Paraíba, por assassinar duas pessoas em Bauru, o agente penitenciário Alexandre Zambonaro Gonçalves retornou ontem à cidade para assistir à audiência das testemunhas de acusação do crime que ele cometeu, em junho do ano passado. A oitiva, realizada na tarde de ontem no Fórum do Jardim Bela Vista, durou menos de uma hora e não trouxe novidades para o caso.

Ao todo, quatro pessoas foram selecionadas pela promotoria para relatar a sequência dos fatos que resultaram na morte dos comerciantes Maurício Yamanoi, 41 anos, dono do bar Japa Lalá, e José de Nazaré Mendes, 72 anos, pai do proprietário do bar do Português, assassinados a tiros por Zambonaro no bairro Higienópolis. Uma quinta testemunha, também convocada, não compareceu à oitiva.

"Uma das pessoas ouvidas confirmou que houve uma discussão entre o Maurício e o Alexandre antes dos disparos e que o senhor Mendes tentou interceder e, por isso, acabou também sendo atingido. Mas não há nenhuma nova evidência em relação ao caso", aponta o advogado de defesa, Luiz Celso de Barros

Segundo ele, a presença de Zambonaro era imprescindível para que a audiência ocorresse, já que o réu tem como prerrogativa o direito de conhecer as provas existentes contra ele. O agente penitenciário, no entanto, não prestou depoimento nesta fase inicial.

"Ele chegou de Tremembé meia hora antes da audiência e foi embora meia hora depois do final. Como o Alexandre é agente penitenciário, não havia um presídio seguro para ele permanecer isolado aqui em Bauru e, por isso, foi e voltou direto para Tremembé", argumenta.

A audiência das testemunhas de acusação havia sido agendada, inicialmente, para 20 de janeiro deste ano. Mas, por não haver escolta para o transporte do preso de Tremembé até Bauru, ele acabou não comparecendo ao Fórum e o encontro foi remarcado para ontem.

Conforme Barros, o próximo passo será o depoimento das testemunhas de defesa, quando a testemunha de acusação que não compareceu ontem também deverá prestar depoimento. Procurado pela reportagem, o juiz responsável pelo caso, Jaime Ferreira Menino, da 2ª Vara Criminal de Bauru, preferiu não se pronunciar.

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