Paris - A União Europeia aprovou ontem sanções unilaterais contra o ditador líbio, Muammar Gaddafi, incluindo embargo de armas, congelamento de seus bens e proibição de viajar aos países do bloco.
A decisão foi tomada pelos embaixadores europeus que se reuniram para discutir a crise na nação africana. Apesar do avanço da oposição, que já controla a parte leste do país, Gaddafi se recusa a deixar o poder e atribuiu os protestos à rede terrorista Al Qaeda.
As sanções serão válidas também para 25 familiares e nomes ligados ao regime Gaddafi. O embargo de vendas inclui não apenas armas como equipamento, como gás lacrimogêneo e escudos antidistúrbios, que possa ser usado para repressão dos manifestantes.
Todas as sanções devem entrar em vigor nos próximos dias, assim que forem publicadas no diário oficial da União Europeia. Elas complementam as medidas aprovadas no último sábado pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). As sanções foram aprovadas por unanimidade pelos 15 membros do Conselho e incluem Gaddafi, seus familiares e integrantes de seu círculo político. Essas sanções incluem a proibição das viagens de Gaddafi e o congelamento de seus bens.
A resolução da ONU também pede que a repressão aos manifestantes seja levada à Corte Internacional de Haia, para posterior investigações de quaisquer responsáveis pela morte de civis.