São Paulo - O segurança Marciliano Monteiro de Moraes, 57 anos, foi chamado para fazer um diagnóstico da situação. Uma bolsa marrom havia sido abandonada no guarda-volumes. Após apalpar alguns segundos, Moraes decretou: "É dinheiro. Pode abrir".
Começaram, então, a cair notas de R$ 100,00 R$ 50,00 R$ 20,00 e R$ 10,00 aos pés dos funcionários do supermercado Santa Luzia, na Ponte Rasa (zona leste de São Paulo). Na mala, estavam R$ 283 mil que, descobriu-se mais tarde, tinham sido furtados de um residência de Perdizes (zona oeste) por uma empregada doméstica.
A mulher de 38 anos, que não teve o nome revelado, foi presa horas depois quando voltou ao mercado para reclamar a mala. Ela tentou fugir, segundo Moraes, quando ele começou a questionar sobre o que havia dentro dela.
Os policiais acreditam que a doméstica tenha escondido o material no supermercado porque não queria a prova do crime dentro de sua casa.
Levada para o 62.º DP (Ermelino Matarazzo), ela confessou o crime, mas disse não ter noção de quanto havia naquela mala. Foi liberada após prestar depoimento.
Foi a própria doméstica quem revelou o nome da vítima, já que ela não havia registrado queixa do furto. A polícia disse acreditar que o dinheiro tenha sido furtado na sexta-feira.
De acordo com o delegado titular Elton Krull, a dona da residência furtada disse que não havia reclamado ainda porque o dinheiro pertence ao pai, que mora no Ceará, e que esperava sua chegada para registrar a queixa.
Agora, segundo Krull, a polícia vai investigar a origem desse dinheiro. "Que é estranho uma quantidade dessa guardada em casa, sem dúvida, é."
A polícia agora vai analisar imagens de câmeras segurança para verificar se a empregada saiu com duas bolsas em vez de uma. Na casa dela, foi encontrada uma mala vazia, mas ela nega que tenha levado mais dinheiro.