Tribuna do Leitor

Revista em portas de bancos


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Eu, Valdirente J. de Castro - comerciante - venho perante esse conceituado jornal relatar um episódio de grande valia para mim, pois mexeu com meus sentimentos - já que ao adentrar pela Caixa Econômica Federal - agência Agenor Meira - fui surpreendida pelo soar da roleta. Nesta agência, tive problemas com seguranças, que me trataram com descaso, fazendo-me abrir a bolsa em público, derrubando os meus pertences - e de forma alguma essa roleta desbloqueava... Fiquei muito nervosa a ponto de um caixa, ao passar pela roleta - após várias tentativas e nenhuma com sucesso -, me ajudar. O segurança foi grosso, mal educado comigo, chamando a gerente para fazer a revista em minha bolsa e "todos me olhando!" Só assim... Depois de a mesma olhar a bolsa, deixou-me entrar... Tão nervosa, pois nunca passei por um vexame desses, fato este que mobilizou algumas pessoas que viram e certamente a situação ficou gravada no circuito interno, visto que aconteceu na sexta-feira (26/02). O caixa, conforme mencionei, levou-me para um canto e deu-me água, pois estava com os lábios pretos e trê-mula.

Fiz um BO na Polícia Civil e protocolarei outro documento na Polícia Federal! Esta situação não deve ficar impune, várias pessoas dei-xam para lá, mas não deve ser a atitude de cidadãos decentes, que não devem nada e que neste mundo ainda temos que provar através da Justiça a nossa inocência. Ainda se contasse a estupidez dos profissionais de segurança... Porque após passar pela Polícia, na verdade eu não lembrava o nome de todos os envolvidos, voltei ao banco e perguntei se eram os mesmos segu-ranças, mas o segurança que estava naquele momento - cerca de uma hora após, disse-me que não sabia e que trocava toda hora. Só me lembro da cena - pegando os "meus pertences" caídos no chão e a chave da minha loja - não consegui tê-la novamente, na correria e nervosismo perdi, ficando ainda no prejuízo.

Gostaria de tornar esta matéria pública tendo em vista os direitos dos cidadãos. Jamais existe na Constituição fatos como esse que podem fazer revistas em público. Que esses seguranças, não sei se são terceirizados ou não, mas que passem por treinamento e que saibam tratar as pessoas, isto porque graças a Deus sou esclarecida. Mas e quando pegam pessoas para quem "tudo está bom"? Providências serão tomadas, tenho certeza - pelo menos de saber abordar as pessoas com muito mais respeito.


Valdirene Castro

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