Turismo

Passeios ajudam a ver a ilha de outra perspectiva


| Tempo de leitura: 3 min

Você pode seguir a pé por trilhas para descobrir ruínas de antigos fortes. Ou atravessar estradas de terra, a bordo de um 4x4, até chegar a praias isoladas. Também dá para fazer um tour de barco e ver a ilha de outra perspectiva. Na dúvida, faça tudo.

Comece pelo centro até chegar às praias do Cachorro, do Meio e Conceição. A caminhada segue pelas ruínas dos antigos fortes, como o dos Remédios, onde no ponto mais alto as bandeiras do Brasil e de Pernambuco estão entrelaçadas.

A praia de acesso mais fácil é a do Cachorro. Apesar de central, há poucas pessoas nesse paraíso. Pode se acostumar, mesmo quando a ilha está cheia, ela não está cheia. Um pouco adiante você chega à Praia do Meio e, passos depois, à da Conceição.

Com sorte, verá algum ilhéu alimentando as aves com sardinhas e terá a chance de participar do ritual. É só encaixar o peixe em um palito e levantar a mão. O resto fica por conta das fragatas, que, num rasante, levam o bicho no bico e batem as asas rumo ao mar.

Para conhecer cada canto da ilha, uma opção é o ilhatur, um city tour a bordo de veículos 4x4. Eles cortam estradas de terra para chegar às praias e outros pontos turísticos - em alguns lugares, é preciso caminhar por trilhas, nada muito demorado. Uma parada especial é no mirante do Boldró, de onde se vê o sol cair por detrás do Morro Dois Irmãos.

De barco, o passeio é refrescante. Você vai passar pela Praia do Leão, mergulhar no Sancho e, o melhor, beirar a Baía dos Golfinhos para ver os simpáticos animais que seguem o barco por minutos. Simpatia? Pode até ser, mas eles não estão ali para se exibir. São os machos que se aproximam para proteger, em bando, suas fêmeas e filhotes, que a essa altura já estão mais afastados. Antigamente, dava para parar o barco e nadar com eles. Mas como isso fez muitos golfinhos deixarem o local, a atividade foi proibida.

____________________

Câmera lomográfica: arte de brinquedo


Achou as imagens desta reportagem diferentes? As fotos foram produzidas por dois modelos de câmeras lomográficas (analógicas, sem flash e com lente de plástico) chamadas Diana Mini e ActionSampler.

A lomografia é mais do que um jeito simples de fotografar. É uma proposta divertida, que vira brinquedo nas mãos de quem flerta com a arte. Com filmes 35mm ou 120mm, o resultado é sempre uma surpresa. Por isso mesmo, esqueça a técnica. Experimente.

A primeira lomo foi desenvolvida na extinta União Soviética, nos anos 1980. Em 1992, jovens europeus "descobriram" o potencial das câmeras e criaram a Lomographic Society. De lá para cá, outros modelos surgiram e a lomo virou artigo hype. Há uma loja da marca no Rio.

A Diana Mini trabalha com sobreposições. Já a ActionSampler funciona em quatro tempos de abertura. Há, ainda, a Fisheye One, que garante um círculo preto na borda, e a SuperSampler, que faz oito fotos em uma só. Além da Holga, o modelo mais comum, com flash vermelho, azul, amarelo e branco.

____________________

Trilhas até o mar


Caieira-Atalaia

Tem quatro quilômetros e meio (nível médio), com direito a mirantes e piscinas naturais. Sai por R$ 50,00 e só pode ser feita com maré baixa.

Capim-Açu

São oito quilômetros (nível difícil) numa área bem preservada. Passa pela mata que liga essa praia à Ponta da Sapata e à Praia do Leão. Sai por R$ 75,00.


Mirante Golfinhos-Boldró

O percurso tem cinco quilômetros (nível médio). Sai do Sancho e segue para um ponto de onde é possível ver do alto o show dos golfinhos-rotadores. Custa R$ 40,00 por pessoa (até o mirante) ou R$ 50,00 (até o Boldró).

Comentários

Comentários