Frankfurt - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou ontem estar "entristecido" e "ultrajado" pelo ataque a um ônibus americano no aeroporto de Frankfurt que matou dois militares da força aérea e feriu outros dois quando estavam prestes a voltar para casa.
Obama, que apareceu de surpresa na sala de imprensa da Casa Branca, afirmou que o governo dos EUA "não poupará esforços" na investigação das circunstâncias do ataque. "Acredito que o povo americano está unido expressando gratidão pelo serviço que nos prestaram", acrescentou Obama.
"Michelle e eu incluiremos suas famílias e amigos em nossas orações, ao mesmo tempo em que rezamos por uma recuperação rápida dos que ficaram feridos. Não pouparemos esforços para descobrir como este ato ultrajante ocorreu" disse ainda o presidente americano.
O líder dos EUA prometeu ainda "trabalhar com as autoridades alemãs para garantir que todos os autores sejam levados à Justiça", descrevendo o ataque contra funcionários dos EUA no exterior como "um duro lembrete" dos sacrifícios que estes fizeram.
Um porta-voz do aeroporto disse que o tiroteio ocorreu em frente ao Terminal 2 do aeroporto, o segundo mais movimentado da Europa continental. O autor dos disparos, aparentemente um jovem de 21 anos de origem kosovar, foi detido por policiais.
"Trata-se de Arif Uka, originário da região de Mitrovica (norte)", declarou um policial do alto escalão de Pristina, capital do Kosovo, que preferiu não ter o nome divulgado. A representação das Forças Armadas dos EUA na Europa disse não ter informação sobre o caso. Os americanos têm várias bases militares na região de Frankfurt, frequentemente utilizadas para preparação de operações no Afeganistão ou no Iraque.