Sana - O ditador do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, telefonou ontem para a Casa Branca para expressar seu arrependimento pelos "desentendimentos" relacionados a seus comentários no dia anterior sobre o papel dos Estados Unidos e de Israel nos protestos em seu país e disse que está firmemente comprometido com uma reforma política.
O movimento ocorreu no mesmo dia em que novos protestos antirregime deixaram ao menos dois mortos no país, segundo fontes médicas.
Saleh, um aliado-chave de Washington contra um ressurgente braço da rede terrorista Al Qaeda no Iêmen, ligou para o conselheiro americano para contraterrorismo, John Brennan, "para transmitir seu arrependimento pelos desentendimentos relacionados a suas declarações públicas de que Israel e os EUA tem participado em atividades desestabilizadoras em países árabes", diz um comunicado da Casa Branca. Ontem, o ditador acusou Washington de instigar os protestos contra seu regime.