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Deputada cadeirante se recusa a sair de avião sem equipamento para desembarque

Folhapress
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Guarulhos - A deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) ficou presa por cerca de duas horas no interior de um avião da empresa TAM, na noite de anteontem. O incidente ocorreu no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande SP). A deputada, que é tetraplégica, se recusou a sair do avião sem o equipamento adequado para o desembarque de cadeirantes.

Gabrilli estava no voo 3563, que chegou de Brasília às 21h23. O avião parou em posição remota, fora das aéreas de fingers - passarelas que ligam os portões de embarque às aeronaves. Neste caso, o desembarque de passageiros com mobilidade reduzida deve ser feito com o ambulift, espécie de carrinho com elevador.

Segundo a deputada, apenas em terra a TAM lhe informou que os aparelhos da empresa e da Infraero estavam quebrados e que ela seria carregada por um dos comissários para fora da aeronave. "Bati o pé e disse que eu não iria. Chovia forte no momento e estou com tosse. O risco é muito grande para uma pessoa como eu e o aeroporto deve ter os equipamentos necessários para estes casos", disse Gabrilli.

Funcionários da TAM, segundo ela, tentaram convencê-la a sair alegando que haveria demora na solução do impasse, uma vez que os equipamentos estariam quebrados há um mês e meio. Os comissários chegaram a acionaram a torre de controle para usarem um dos fingers para o desembarque da deputada. Mas o procedimento não foi autorizado.

Uma resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) obriga as empresas aéreas ou operadores de aeronaves a assegurar o embarque e o desembarque de portadores de deficiência entre os aviões e o terminal com dispositivos adequados.

Apenas por volta das 23h, funcionários da TAM conseguiram um ambulift que estava fora de uso.

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