A assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Bauru divulgou, em nota à imprensa, que Letícia dos Santos Lima, 7 anos, falecida na última quarta-feira, vítima de leishmaniose, apresentava quadro de desnutrição, o que poderia ter potencializado a gravidade da doença.
Alexandre Naime Barbosa, infectologista assistente da Faculdade de Medicina de Botucatu, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), afirma, porém, que, a partir da descrição do quadro da criança, a desnutrição pode ter sido consequência da leishmaniose. O aumento do tamanho do baço e do fígado indicam também que a doença estava em estágio avançado.
"Crianças podem demorar mais para apresentar os sintomas e, como os idosos, portadores do vírus HIV e pacientes com câncer, são as principais vítimas da leishmaniose e podem ter mais complicações devido à baixa imunidade", explica.
Naime afirma que, dificilmente, o quadro de um adulto em boa saúde evolui para o óbito. Em muitos casos, a doença sequer chega a se manifestar devido à reação do sistema imunológico.
A doença tem cura e o tratamento costuma durar de um e meio a dois meses. O infectologista explica que a medicação pode causar fortes reações aos pacientes, mas destaca que ela é fundamental para o combate à doença. "A leishmaniose não vai sumir naturalmente. Caso o paciente não receba o tratamento adequado, certamente não sobreviverá", afirma.