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Hobby resulta em fantasias para pets

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Você já imaginou levar o seu cão ou gato para tomar banho e fazer a tosa em um pet shop e recebê-lo fantasiado para o Carnaval? O amor de Vera Baruque, 66 anos, sócia de um estabelecimento como este, foi além do afeto. Ela mesma fez questão de confeccionar fantasias carnavalescas para os seus "clientes" gratuitamente, por hobby.

Vera conta que a ideia surgiu no Natal do ano passado quando um vendedor passou pelo estabelecimento oferecendo fantasias de Papai Noel para cães e gatos. "Ele passou e me disse: ?dona Vera, você quer comprar fantasias para vender para os animais? Eu pensei e comprei uma. Acabei copiando o modelo e fazendo muitas outras dessas fantasias para todos os animais que tomavam banho e faziam a tosa aqui", contou.

O figurino arrojado era composto por capa vermelha com as bordas brancas, mochilinha que simbolizava o saco de presentes do bom velhinho - onde Vera colocou petiscos e um vale para banho e tosa -, e uma touca. "Eles ficaram muito lindos. Eu não sou costureira profissional, mas faço com muito amor", acrescentou.

Quando estava perto da semana do Carnaval, Vera pensou: "vou fazer fantasias para os meus ?netinhos?, mas quais?". Logo ela colocou a criatividade para funcionar e criou belos figurinos de palhaço - para os machos - e bailarina - para as fêmeas.

Assim que terminou o seu banho relaxante, a cadela Julie foi totalmente caracterizada como uma bailarina. Só faltaram as sapatilhas. Demonstrando estar animada, a não ser pelo incômodo da saia, ela chegou saltitante e correndo na sala de espera trajando um vestido de paetês cor-de-cosa com saia de tule, coroa, gargantilha de laço e vários brilhos, todos rosa, espalhados pelos pelos da testa e patas.

Julie saiu da clínica nos braços da veterinária Mariana Baruque direto para a sua casa, em um condomínio. Logo depois dela veio Zak, vestindo uma fantasia de palhaço. O traje era composto por uma capa com três bolas coloridas, gravata, chapéu característico e brilhos espalhados nos pelos. "Eu que criei os figurinos. O chapéu eu comprei daqueles de festa mesmo e cortei para ficar menor. Olhe como ficou lindo! Coisa linda da vovó", disse Vera, aos risos.


Mimo

Quando a proprietária Fátema Silva, 59 anos, checou para buscar Zak ficou surpresa. "Que lindo! Nunca imaginei que ele estaria fantasiado. Quando me ligaram daqui dizendo que eu teria uma surpresa, não imaginava que seria isso. Adorei. Pena que não vou ficar muito com ele porque vou deixá-lo na casa da minha filha para viajar", disse.

Fátema se emociona ao lembrar a importância de Zak em sua vida. Ele chegou há dois anos, no momento em que ela passava por um período de depressão. "Quando meu filho mudou-se de casa eu senti muito. Nós éramos muito apegados e eu fiquei muito mal. Foi quando eu ganhei o Zak. Ele é tratado como um bebê. Come a melhor ração e até dorme comigo na cama. Trago ele toda semana para tomar banho", relatou Fátema.

Até anteontem, Vera confeccionou aproximadamente 60 fantasias, sendo 30 de palhaço e outras 30 de bailarina. Com uma feição preocupada, ela afirma que só ontem recortou mais 12 figurinos como este. "Vou ter que fazer mais porque ainda terão outros animais que virão tomar banho no sábado", finalizou com um sorriso.

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Respeito

Apesar de gostar de ver os bichinhos fantasiados com as roupas que confeccionou com tanto carinho, a sócia do pet shop Vera Baruque, 66 anos, alerta para que a euforia dos humanos não ultrapasse a barreira de respeito aos animais. "Eu digo que todos gostamos de ver os bichinhos fantasiados. Então, é bom aproveitar rapidamente o momento, fotografar, deixar as crianças verem e retirar a fantasia para que o animal não fique estressado", alerta.

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